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Inovação Tecnológica: um olhar para 2020

Imagem: letreiro luminoso com o número 2020 e uma seta para cima. inovação.

Naquele meio dos anos 90, uma palavra que eu notava um uso acentuado era: qualidade. Bem nesse momento, em um curso de marketing, a professora Flávia Flamínio, hoje diretora da ESPM do Rio de Janeiro, nos explicou em sala de aula que “qualidade” precisava ganhar uma contextualização ou procurar um atributo do produto ou serviço para melhor especificar e destacar uma determinada característica.

Disso eu entendi que “qualidade”, usada assim “solta” fica um pouco rasa e genérica, tão ampla, que não confere uma propriedade única capaz de elevar a percepção para um diferencial competitivo, tampouco, uma contextualização adequada ao negócio.

Atualmente, eu noto que uma das palavras “da vez” no cenário corporativo é “inovação”. Novamente eu chego a uma percepção de um termo que se tornou um “lugar comum”. Seja em chamadas de anúncios em mídias digitais, slogans ou peças de publicidade mais enxutas.

É a partir disso que eu tenho procurado, para as comunicações elaboradas para Webeleven e Clientes, encontrar termos que favoreçam criar uma percepção mais “tangível” do que venha a ser uma atualização de técnicas, aperfeiçoamento na linha de produção, releitura de processos internos, adoção de novas tecnologias para simplificar ou amplificar modelos de negócios, etc.

Dando continuidade, vamos refletir sobre duas citações que ganharam o mercado:

  • “Inovação é a exploração com sucesso de novas ideias.” (Nick Balding)
  • “A inovação é a ferramenta mais forte para o sucesso de uma organização.” (Jardel Melo)

Seja como um objetivo ou processo corporativo, a inovação é como um combustível que causa inspiração e impulsiona equipes e indivíduos. Ela transfere a operação de empresas uma vantagem em relação a concorrentes ou inaugura novos modelos de negócios, criando novos mercados e elevando a consciência de clientes-usuários para aquilo, chamado de satisfação e um novo padrão de exigência em sua forma e consumir.

Quando olhamos para a chegada de um novo ano, nós como consultores de negócios digitais conseguimos projetar algumas previsões. Projeções baseadas na trajetória das linguagens computacionais combinado com aquilo que o mercado tem nos procurado para entender melhor sobre desenvolvimento tecnológico e então contratar execução.

Além disso, alguns temas têm criado “ondas” e conseguindo destaque na mídia especializada. Estes temas, vêm sendo protagonizados por big players da indústria da tecnologia, e destes, não podemos desviar a atenção.

Antes tínhamos computadores para acessar websites. Hoje, a variedade de dispositivos expandiu em possibilidades de telas. Temos uma TV que já carrega um filme com streaming da web, um carro que se dirige sozinho seguindo um mapa hospedado na web, aplicativos diversos usando dados da web. A web está virando um gigantesco back end para os mais variados produtos, fazendo com que o computador não seja mais seu único dispositivo.
Além disso, listamos:

  • Inteligência Artificial e Machine Learning com ênfase em reconhecimento facial e de sentimentos evidenciados pelas expressões faciais;
  • Blockchain e criptomoedas;
  • VR / AR;
  • Internet das coisas (IoT);
  • 5G;
  • Fake news (especialmente o deep fake em vídeos);
  • Streaming: novos entrantes para concorrer com Netflix/Amazon -> Disney+, AppleTV+, HBOMax;
  • As Big Techs passando por forte escrutínio dos órgãos de regulamentação americano e europeu.

Particularmente sobre este último tema, sendo a internet um gigantesco banco de dados de diversos tipos e origens, faz surgir regulamentações dos Estados que começam a instaurar meios de controlar o uso de tudo. Em uma onda assim, como no momento em que os carros popularam o mundo, vieram juntamente as leis de trânsito. Igualmente, a internet implicará em uma nova onda de leis para seu devido uso com responsabilidade.

Passa a ser uma nova realidade em 2020, a maneira como as empresas de marketing/vendas devem captar, armazenar e processar dados de prospects para oferecimento de promoções ou campanhas personalizadas, isso por causa da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Para se enquadrar nas exigências da lei, as empresas terão que fazer investimento para a implementação de uma estrutura e novas políticas internas de “compliance digital”. Isto valerá tanto para empresas públicas quanto privadas.

Para concluir, e retomando a ênfase na “inovação tecnológica”, vamos observar o surgimento de soluções cada vez mais robustas. Soluções que passam a agrupar componentes tecnológicos já em operação, mas “soltas” em aplicativos ou ativações de marketing. Desenvolvimentos fundamentados em linguagem natural e interfaces cada vez mais de fácil utilização. Tudo isso, viabilizado por um design que coloca o usuário no centro da experiência.

Essa assertividade na UX se dará por meio de observações mais atentas e através de metodologias que unam psicologia e programação visual, de como o usuário utiliza e reconhece os elementos na tela. E o valor imputado as funcionalidades que trazem benefícios reais e mais comodidade as tarefas e necessidades de seu dia a dia.

André Rubens Andrade

é Marketing - Co Owner na WebEleven.

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