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Prepare-se. O Bitcoin está prestes a invadir o e-commerce

A maneira como você compra e vende produtos na internet pode estar prestes a mudar drasticamente nos próximos meses. Isso porque a cada dia que passa, mais e mais pessoas estão aderindo a febre dos bitcoins e criptomoedas.

Essa tendência se mostra cada vez mais clara através do número de wallets (carteiras) e do valor de mercado do Bitcoin, que não parou de crescer nos últimos meses, tendo valorizado mais de 1200% no último ano.

 

E isso não deve parar por aí. Esse cenário de valorização constante e interesse comum das pessoas no Bitcoin e outras criptomoedas, pode ser o catalizador de um novo contexto de comercialização de produtos online, que culminará numa adoção generalizada do Bitcoin como umas das principais formas de pagamento no e-commerce mundial nos próximos anos.

O motivo disso vai além da valorização e aumento das carteiras. Existem benefícios notáveis e mútuos tanto para quem compra, quanto também para quem vende produtos e serviços online utilizando o Bitcoin.

O primeiro desses benefícios é a descentralização/custo da transação. Essa característica possibilita ao Bitcoin ter uma taxa de intermediação que custa em média 1% quando realizada através de um gateway, ou pode até mesmo ser inexistente quando realizada diretamente entre entre dois negociantes (P2P).

Essa é uma vantagem realmente significativa, principalmente levando em conta as altas taxas de cartões de crédito que podem custar para o lojista mais de 6% em alguns gateways. Além disso você precisa obrigatoriamente possuir um módulo transacional ou máquina homologados para processar a transação de cartões, e uma conta bancária para poder receber o pagamento. Já no caso do Bitcoin, é necessário apenas criar uma wallet (carteira) gratuitamente, e com isso, você já pode pagar e receber com total sigilo e sem a necessidade de um intermediário.

O segundo desses benefícios é a velocidade de recebimento. Em comparação com outras formas de pagamento consolidadas como boletos e cartões de crédito, o Bitcoin e outras criptomoedas baseadas em blockchain possuem uma larga vantagem, oferecendo a possibilidade de liberação em sua carteira do valor pago em menos de uma hora, e sem a necessidade de pagamento de antecipação de recebíveis (como no caso do cartão) que podem aumentar o custo das transações em cartão em mais de 12%.

A terceira vantagem é a possibilidade de vender internacionalmente seus produtos, pois o Bitcoin é uma moeda global. Diferente das moedas convencionais, o Bitcoin pode ser utilizado amplamente sem bloqueios de fronteira e sem as tradicionais burocracias do mercado internacional. Hoje para se vender internacionalmente, os lojistas precisam arcar com taxas mais altas que as praticadas dentro do seu país. Isto faz do Bitcoin uma moeda revolucionária que está eliminando as fronteiras comerciais ao redor do mundo.

O quarto e talvez mais atrativo motivo para os lojistas é a segurança nas vendas. Isso porque através do Bitcoin, sua loja estará livre de fraudes e do famigerado “chargeback”. Chargebacks são hoje o pesadelo de qualquer lojista, principalmente no Brasil (que é considerado o país com mais fraudes online do mundo), e acontecem quando o titular do cartão não reconhece a cobrança na fatura do cartão ou a transação não cumpre com as regras dos acordos comerciais estabelecidos com as adquirentes de cartão. Também cabe destacar que as adquirentes de cartão de crédito e os bancos normalmente penalizam os lojistas que possuem altos níveis de chargeback, podendo inclusive cancelar a conta do comerciante. Os bancos, por outro lado, podem identificar os comerciantes com um score ruim de chargebacks e bloquear as transações, o que resulta em taxas mais baixas de conversão.

Todas essas (entre outras) vantagens somadas a valorização e ao crescimento de adeptos podem estar trilhando um caminho sem volta no cenário de pagamentos online, onde o Bitcoin irá deixar de ser uma espécie de “ativo” para se consagrar como uma moeda de trocas.

Mas talvez a pedra angular deste próximo cenário comercial esteja sendo colocada nesse exato momento por algumas startups. Isso porque atualmente estão sendo disponibilizadas cada vez mais no mercado soluções e ferramentas que simplificam a utilização do bitcoin como forma de pagamento para e-commerces e lojas virtuais e também facilitam a conversão dos Bitcoins recebidos em Reais (R$).

Como no caso dos cartões de débito em bitcoin, que estão se popularizando gradativamente e com isso vão aumentando o números de clientes munidos com potencial de compras em Bitcoin através de uma simulação de débito. Existem diversos tipo de fornecedores internacionais e nacionais, como no caso da Foxbit, que lançou há alguns meses uma opção nacional de cartão pré-pago para este serviço, já disponível em seu site..

Outra dessas ferramentas é a Bitshopp, uma plataforma de e-commerce que se propõe a oferecer melhor experiência em dispositivos mobile, e que além das formas de pagamento tradicionais (Cartão e Boleto) já vem pronta para o lojista aceitar pagamentos em Bitcoin, com a opção de converter esses bitcoins em Reais antes de realizar a transferência (saque) do valor para sua conta. Tudo de forma rápida e segura.

Com o apoio dos adeptos dessa tendência global, essas startups estão criando uma ponte sólida entre Bitcoin e as Moedas locais e removendo a última barreira que impedia os lojistas mais receosos em aceitar Bitcoins em seus negócios, a qual era exatamente o fato de não saber o que fazer com os Bitcoins recebidos.

Esse aumento na aceitação dos lojistas pode ser um divisor de águas, criando um movimento de proporções gigantescas e globais entre os adeptos de Bitcoin, que pode culminar num tsunami sobre o e-commerce e a economia mundial.

Pense bem… Há pouco mais de oito anos o Bitcoin sequer existia, mas hoje (neste exato momento em que eu escrevo este artigo), um único Bitcoin vale mais de R$50.000,00 (isso mesmo, mais de cinquenta mil reais!) .
E você, ainda tem alguma dúvida se vale a pena receber pagamentos em Bitcoin?

 

 

 

 

 

Marcos Mocatino

é empreendedor e graduado nas áreas de Comunicação, Marketing, Design, Gestão de Projetos e Negócios de inovação. Apaixonado por arte, jogos e tecnologia, liderou o desenvolvimento de mais de 500 projetos de tecnologia e inovação para empresas, multinacionais e startups de diversos segmentos. Possui experiência avançada nas áreas de Gerenciamento de Produtos, Arquitetura e Planejamento de Sistemas (Web, Móvel), UX, Ecommerce, Startups, e Business. Marcos também é fundador do principal grupo de bots e inteligência artificial do Brasil.

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