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5 lições para o desenvolvimento de startups

Boas ideias, informações sólidas, capricho no media kit e no pitch e networking com o mercado são fatores essenciais para o sucesso de uma startup

Mais de 60 startups passaram pelo programa de incentivo da Locaweb. Acompanhando a evolução de cada uma delas nos últimos quatro anos, pude extrair cinco lições que quanto antes são absorvidas, mais eficaz se torna esse tipo de empreendimento.

Lição 1 – Nenhuma ideia é absurda

Claro que temos diversos exemplos de startups que não deram certo, mas o sucesso ou fracasso não está ligado somente à concepção da ideia, e sim ao valor que ela traz.

Eu poderia citar exemplos conhecidos como Nubank, Netflix, Spotify e outras que a princípio pareciam propor ideias absurdas, mas vou comentar sobre uma startup que propôs uma grande mudança em um procedimento simples.

A ideia da ColOff era facilitar a coleta de fezes e urina de pacientes em hospitais e laboratórios. A ideia surgiu do casal Carolina Fagundes e Eliézer Machado após um drama familiar. A mãe de Carolina havia sido diagnosticada com câncer colorretal. Este câncer exigia a coleta regular para exames, mas os potinhos disponibilizados pelos laboratórios não facilitavam o trabalho.

Seis meses após a morte de sua mãe, Carolina patenteou o produto ColOff, que já era utilizado em alguns laboratórios do país e pouco tempo depois fornecia os coletores para o Hospital Israelita Albert Einstein.

 

2 – Você precisa de uma base de informações sólida

Na primeira etapa da startup, a ideação, deve se fazer todo tipo de pesquisa, dando embasamento para o projeto. Lembre-se que nenhum investidor, por mais anjo que seja, fará um investimento sem ter fortes indícios de que a ideia pode ser lucrativa.

Hoje, com poucos reais, é possível atingir uma base qualificada para pesquisa, seja no Facebook, Instagram ou Linkedin.

 

3 – Capriche no media kit

Separe um tempo para definir a ordem da apresentação dos dados da sua startup. Isso inclui cores, fontes, imagens, disposição das informações, etc. O último passo é montar a apresentação. Tenha em mente que o media kit é o primeiro contato que o investidor tem com a sua startup, ainda mais quando o contato é feito por e-mail ou por conferência.

O media kit precisa transmitir em poucos slides o que você apresentaria no seu pitch.

 

4 – Construa um pitch matador

Esse é o ponto mais importante na busca de um investimento. O pitch nada mais é que a apresentação da sua ideia em um tempo curto, geralmente de 2 a 3 minutos. Anote algumas informações cruciais para conseguir chamar atenção:

  • Qual problema sua ideia está solucionando ou qual inovação/renovação sua ideia está trazendo?
  • Qual o tamanho do mercado?
  • Qual o potencial de crescimento?
  • Qual a expertise dos envolvidos no projeto (algo dinâmico, não um currículo lato sensu)?

Vale conferir os materiais da organização Anjos do Brasil. Eles têm dicas completas sobre o assunto.

 

5 – Networking, para que te quero?

Nenhum dos pontos anteriores estariam em pleno funcionamento sem esta lição. Em qualquer parte da vida, o networking é importante; mais ainda quando falamos dos primeiros passos de uma startup. Uma rede bem formada pode garantir investimentos iniciais fora dos circuitos de anjos ou mesmo parcerias vitais para a tração do seu negócio.

Participe o máximo possível de encontros de negócios, eventos em aceleradoras e espaços de coworking como o Cubo, também conhecido como o Campus do Google; programas de aceleração da Endeavor e, claro, os eventos da Digitalks. Isso vai ajudar a aumentar a lista de contatos.

Tem uma ideia guardada na gaveta e está na dúvida de seguir com ela? Coloque em prática essas cinco lições e vá em frente.

Até a próxima!

André Gomes

estuda Processos Gerenciais pela Anhembi Morumbi e atua como product owner da Locaweb Pro, com foco em agências digitais e desenvolvedores. Gosta de escrever à mão e passar pro digital depois. Geek por natureza e ligado a tudo que é novidade.

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