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Robôs de personalidade, a inovação dos machine learning: logo não viveremos sem eles!

Imagem. Rosto e pescoço de uma pessoa. Não sabemos se é homem ou mulher porque não há detalhes para isso. O rosto é todo vazado e é constituído em forma de teia. No fundo preto a imagem dos números 0 e 1 em azul.

O avanço da tecnologia e as inovações vem me surpreendendo cada vez mais. Sou um admirador de história, leio muito sobre esse tema e tenho tentado cruzar momentos criativos de cada era com o nosso momento atual para entender o que as pessoas buscavam e esperavam com cada criação.

Nesse caminho de estudos e pesquisas, passei pelas inovações que mudaram completamente a nossa vida, inovações que, hoje, fazem parte do nosso dia a dia e nem as percebemos mais como inovação. Exemplos disso são: a roda, o dinheiro, o cartão de crédito, a luz ou até a internet! Todas essas invenções pareceram maluquice em seu tempo, porém, hoje, não vivemos sem elas. Imagine sua vida sem um desses itens! Viu? Não conseguimos viver sem!

Agora, um desafio grande é criar algo que possa se tornar tão essencial que as pessoas não viveriam sem daqui a alguns anos. Faça algo que as pessoas usem e nem percebam que estão usando. É difícil né? Parece que já fizeram tudo o que a humanidade precisava e agora a nossa missão será apenas aperfeiçoar, como no caso do telefone, que virou celular, que virou smartphone e sabe se lá o que será daqui a algum tempo.

Nesses últimos meses, tenho procurado imóveis, uma coisa nada inovadora. Estou apenas procurando um imóvel que me atenda nesse novo momento da minha vida. Nessa busca tenho falado quase que todos os dias com corretores, os mesmos me mandam opções diversas por e-mail, SMS e agora por Whatsapp. Uma coisa tem me surpreendido muito nessa conversa toda com os corretores: percebi que grande parte das conversas e das mensagens que tenho recebido, não são de pessoas reais e sim de robôs. Isso mesmo, robôs estão cada vez mais integrados às ferramentas de chat e eles têm tanta perfeição na troca de informações que é quase imperceptível distinguir quem é um humano ou quem é um robô.

A tecnologia de inteligência artificial está em um nível de aperfeiçoamento tão avançado que pode até te ajudar a tomar decisões. Hoje, temos no mercado o iFood Guru, que te ajuda a pedir pizza, temos a Clara, uma mentora virtual de empreendedorismo, o Marriott International, que é um robô que faz reservas de hotéis. A tecnologia aplicada nessas ferramentas é a de Machine Learning. Ela utiliza algoritmos para coletar dados, aprende com eles e toma decisões, ou seja, o bot identifica os elementos relevantes para reagir e te dar uma orientação sobre algo.

Apesar de todo esse progresso, os bots ainda têm muito para evoluir.

Uma das empresas que vem investindo pesado nessa tecnologia é o Facebook. Seus engenheiros fizeram um banco de dados próprio com mais de 160 mil falas, e cada um de seus chatbots usado no teste recebeu uma pequena biografia. O intuito aqui é que esses robôs desenvolvam uma personalidade própria.

Essa ideia de robôs com personalidade que nos ajudam a tomar decisões, reservar hotéis e etc, me faz pensar que, em breve, falaremos mais com bots do que com pessoas, e isso será tão normal que nem perceberemos, assim como alguma daquelas invenções que você provavelmente já se esqueceu e que está usando agora mesmo.

Maurício Montanha

é Marketeiro, Historiador, Palestrante e Head Latam da L2AD. Atua no mercado de mídia digital a 10 anos, sua trajetória tem como destaque passagem em agências de publicidade como África e DPZ, além de ter atuado na estratégia de vendas da Folha de S.Paulo.

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