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A mídia off-line morreu?

Imagem: pessoa segurando um celular com o dedo indicador na tela.

Ultimamente tenho ouvido de alguns clientes e principalmente de algumas agências de marketing digital que a mídia off-line está morrendo. Mais comum ainda eu ouvir a seguinte pergunta: “Quem ainda assiste televisão nos dias de hoje?”

Essas perguntas demonstram um profundo desconhecimento da realidade no que tange a consumo dos meios de comunicação no nosso país. A mídia digital chegou com muita força e ocupou um espaço de destaque no cenário da propaganda mundial. Devido a diversas particularidades, como a possibilidade de segmentação e também a possibilidade de mensuração de resultados imediata e precisa, a mídia digital se tornou uma opção muito boa, principalmente para empresas e negócios que estão começando e que não dispõe de um budget muito expressivo.

Em uma pesquisa da Kantar Ibope, o hábito de assistir televisão regularmente chega a 93% da população nas principais regiões metropolitanas do Brasil. Nos últimos 10 anos, o tempo médio de consumo domiciliar de mercado passou de 08h18 para 09h17, registrando um crescimento de 12%, ainda que a internet e streaming tenham tido um pulo de consumo. A conclusão é que o brasileiro não tirou a TV da vida, mas sim complementou com outros meios de conteúdo. Ainda de acordo com o Target Group Index, 71% dos entrevistados dizem assistir TV quando querem se informar, enquanto 65% buscam ela como forma de entretenimento. Esses dados se mantiveram desde 2013. Um estudo realizado no Reino Unido, com 4.500 pessoas, comprovou que o consumo da segunda tela (celulares e tablets) enquanto assiste-se à TV aumenta a eficiência da publicidade na TV. Além de não ter sido prejudicada pelo crescimento das mídias digitais, a TV aberta se beneficia delas para trazer ainda mais retorno a seus anunciantes.

Maior alcance, menor custo por ponto, maior impacto nas vendas e escala em massa simultânea são apenas alguns dos diferenciais do meio TV. Um minuto do “Programa do Ratinho”, por exemplo, é visto por aproximadamente 20 milhões de pessoas simultaneamente. Quantos dias um conteúdo do Youtube precisa estar disponível para ser visualizado por esta quantidade de gente?

Nenhuma mídia permite escalar negócios de forma exponencial tanto quanto a TV aberta. Todas as maiores plataformas digitais do Brasil e do mundo como por exemplo o Google, Uber, Decolar, iFood, Mercado Livre entre outra utilizam a mídia off-line para difundir suas marcas de forma massiva e alcançar crescimentos excepcionais, que nunca conseguiriam ser atingidos somente no meio on-line.

A mídia off-line pode entregar um aumento de lembrança, consideração e reputação para as marcas, difícil de ser conquistado apenas com mídia de performance. E no caso dos grandes veículos produtores de conteúdo do país, parte dessa credibilidade é transferida para os anunciantes.

Se você ainda acha que a mídia off-line morreu ou não é importante para o seu negócio é porque sua empresa ainda não está preparada para um crescimento exponencial.
Mas seu momento vai chegar, acredite!

Paulo Braga Filho

é administrador de empresas por formação e marketeiro por ofício! Além da veia empreendedora de família, Paulo já foi executivo em grandes empresas como Bombril, Mallory, PuntoCom Holdings, Mony Group entre outras. Em 2000 fundou o Brindes.Com, maior B2B de brindes do país, em 2013 assumiu a Daxx Higi e em 2016 a Daxx Mídia, agência de mídia offline muito focada em startups.

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