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Você presta atenção na experiência do seu usuário?

A user experience (UX) é mensurada de acordo como um usuário se sente ao usar seu site ou aplicativo, ou seja, que tipo de impressões a interação com o conteúdo causa.

Isso inclui o tempo de carregamento de cada página, se o aplicativo é simples de usar, se a aparência facilita ou dificulta o acesso, entre outros fatores que podem ser decisivos entre um usuário satisfeito ou um usuário que abandona o site ou aplicativo.

 

Como melhorar a experiência dos usuários

Em primeiro lugar, é importante saber que se a experiência é boa, o usuário não vai notá-la logo de cara. Parece contraditório, mas isso significa que o usuário não vai precisar fazer esforço algum em sua interação com o produto, logo, a interface não vai chamar atenção pelas razões erradas, como quando o usuário tem que parar o que está fazendo porque não entendeu como o aplicativo funciona ou quando os elementos demoram muito tempo para serem carregados.

Para conseguir uma boa experiência de usuário, é preciso pensar como um. A forma mais simples de fazer isso é se imaginar no lugar dele. Teste seu aplicativo para saber se tudo está funcionando bem e com rapidez, ou se visualmente ele te agrada, se as cores estão boas, se o texto está legível e tudo que pode melhorar ou atrapalhar a experiência. Uma boa dica é tentar lembrar o que te irritou ou te surpreendeu em outros aplicativos e fazer uma comparação com o que você está desenvolvendo. Também é legal pedir para os amigos testarem, já que eles não estão com a experiência “viciada”, porque nunca viram o aplicativo.

Outra coisa importante é que o usuário não estranhe o ambiente novo. Se seu aplicativo é tão inovador que ninguém tem a menor ideia de como começar a usar, a experiência está comprometida. Assim, ícones familiares e um layout que lembre apps parecidos podem ajudar o usuário a navegar intuitivamente. É mais comum do que deveria que alguém não saiba o que significa algum ícone do app e muita gente acaba não usando todas as funcionalidades pelo “medo do desconhecido”.

 

UX e arquitetura da informação

Você pode estar se perguntando se UX não é, na verdade, outro nome para arquitetura da informação. Mas são dois termos distintos. Na arquitetura da informação, a função principal é deixar o acesso fácil e entregar o conteúdo da maneira mais eficiente. Na user experience, você usa o processo de arquitetura da informação como complemento ao total de elementos que melhoram a experiência, porque aqui a intenção é que a navegação não apenas seja fácil, mas também prazerosa. Uma maneira simples de pensar a diferença é que a arquitetura da informação deixa o uso de tudo mais fácil e a UX deixa o uso de tudo mais legal. A UX sempre deve levar em conta a arquitetura da informação, embora nem sempre quem faz a arquitetura de informação considere a UX.

Sabendo dessa diferença e entendendo a importância de um aplicativo que nos traga uma experiência prazerosa, é possível ampliar as possibilidades em relação ao cliente e tanto a aumentar presença da marca via marketing digital, como melhorar a forma como os usuários lembram dela. Você não vai querer ser lembrado por aí por um aplicativo que funciona mal, certo? Mas também não adianta nada ele funcionar bem se a experiência final não for agradável.

Fernando Mola

é analista de conteúdo digital na Agência Linka e jornalista formado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Apaixonado por novas mídias, cultura digital e economia criativa.

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