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O desafio do mobile para as marcas

Embora o mercado publicitário tenha a inovação como uma de suas principais bandeiras no discurso, na prática, os anunciantes brasileiros demoram para adaptarem suas estratégias de mídia para mobile 

 

Foto. Mão de mulher segura o celular. Na tela do celular uma página branca com algumas palavras em preto que não são identificadas.

Há muito tempo, o mercado vem prevendo a dominação que o celular exercerá como ferramenta de marketing. Nos Estados Unidos, o investimento em mídia mobile acaba de passar o montante gasto com televisão, de acordo com o eMarketer. No entanto, no Brasil, o cenário ainda é bem diferente. Por aqui, apesar de 85% da atenção dos consumidores já estar no celular, de acordo com Ad Reaction Study da Millward Brown, os anunciantes investem em mobile apenas 15% do budget de mídia, como mostram os dados mais recentes da eMarketer.

Embora o mercado publicitário tenha a inovação como uma de suas principais bandeiras no discurso, na prática, os anunciantes daqui costumam levar muitos anos para adequarem suas estratégias de mídia às novas realidades.

Em 1993, a emissora britânica BBC lançou o polêmico documentário Beyond Citizen Kane, no qual abordava aspectos da mídia brasileira, mostrando, com espanto, que 50% da verba de publicidade do país estava concentrada em TV. Hoje, 25 anos depois, o investimento nessa mídia é de 72%, de acordo com a Kantar Ibope Media.

Vários fatores contribuem para esse conservadorismo do mercado nacional, incluindo a acomodação das empresas que estão no mercado e o seguinte pensamento: compro mídia da mesma forma há 30 anos e sempre funcionou. Até quando?

As ferramentas de mobile marketing estão cada vez mais abrangentes e completas. No caso da Vivo Ads, por exemplo, a plataforma alcança até 73 milhões de pessoas, com soluções de geolocalização, leads, app install, vendas e vídeo, com compromissos agressivos de garantia de performance.

Grande parte dos anunciantes já sabem que perderão cada vez mais vendas e consideração de marca se não conseguirem estabelecer estratégias de mobile marketing eficientes. Prova disso é que os investimentos em campanhas e ações de mídia para celular chegaram a quadruplicar no ano passado no comércio varejista, de acordo com informações divulgadas pela PSafe.

Na prática, o que tenho visto é que a maior barreira na adoção do mobile, como ferramenta central de marketing pelas empresas, é a falta de conhecimento e informação sobre o tema. O mobile chegou trazendo novas métricas e demandando novas estratégias, mas a expertise sobre essa mídia não foi difundida na mesma velocidade.

É por isso que todas as empresas relevantes nesse ecossistema têm a obrigação de ajudar a difundir conhecimento e ensinar o mercado sobre como usar o celular de forma eficiente em suas estratégias. Essa é uma frente que a Vivo Ads abraçou por meio de cursos, palestras e treinamentos online e na qual vamos apostar cada vez mais daqui pra frente.

Lucas Amadeu

é Head de Vendas e Marketing da Vivo Ads.

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