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Ad Blindness: como contornar a cegueira para anúncios online

Ana Luísa, da WorldSense, dá dicas para suas campanhas não passarem batidas aos olhos das pessoas

 

Atenção é definida pelo dicionário Houaiss como estado de vigília e de tensão que forma a base da orientação seletiva da percepção, do pensamento e da ação, ou ainda como boa vontade, disposição para ouvir o que alguém tem para dizer.

Na psicologia, ela se refere aos processos de seleção de estímulos a serem interpretados e significados ativamente pelo nosso cérebro. Para o marketing, essa definição é um pouquinho mais específica.

A internet trouxe as mais diversas possibilidades. A mais celebrada delas, talvez, tenha sido a possibilidade aparentemente infinita e vertical de comunicação. A partir dela, as mensagens teoricamente poderiam ser distribuídas sem limites, nos mais diversos lugares. Convenhamos, “espaço” na internet é o que não falta, não é mesmo?

Mas, rapidamente, essa ideia foi sendo deixada de lado. Afinal de contas, se o espaço é ilimitado, a atenção acaba sendo reduzida, porque pode ser capturada das mais diversas formas e é simplesmente impossível (e indesejável) consumir toda a informação disponível.

A publicidade online sofreu também com esse mal: desde o primeiro anúncio, com CTR de impressionantes 44%, a taxa de cliques tem caído para uma média de 0,06%.

Para lutar contra isso, técnicas cada vez mais agressivas foram utilizadas: cores fortes, animações, autoplay, banners expansíveis, pop-ups, imagem, vídeo, som… O espaço dentro dos sites dedicado à publicidade também cresceu, fazendo com que o texto e os conteúdos ficassem menores e mais apertados.

Não queremos dizer aqui, de forma alguma que essas técnicas sejam ineficientes. A questão é que seu alcance tem sim sido reduzido porque, até para protegermos nosso cérebro contra tanto estímulo, criamos uma espécie de cegueira para anúncios.

Quer saber mais sobre? Acompanhe nosso post!

 

O que é ad blindness?

Um estudo de 2014 da GooCreate evidenciou que pessoas na faixa de 18 a 34 anos são mais propensas a ignorar os anúncios online (como banners e resultados de pesquisa pagos) que os offline.

Imagine que você está em plena Times Square. Se você for prestar atenção em cada luz, cor, som, cheiro e estímulo que tiver ali, seu cérebro vai ficar exausto e você vai perder a viagem. Por isso, nossa mente, inteligente que só, aprendeu a filtrar só aquilo que realmente importa pra nós, sem deixar a experiência sufocante.

Com ad blindness é a mesma coisa. Nosso cérebro aprendeu que a maioria das publicidades não nos interessa de fato, e se não fazemos um esforço consciente para vê-las, nosso foco fica mesmo é com o conteúdo.

Estudos apontam que somos expostos a mais de 1.900 banners por mês. Imagina se tivéssemos que processar isso tudo? Passaríamos nosso tempo só lendo anúncios, noite e dia.

Esse é um mapa de calor feito pelo site Nube de Ideias. As áreas vermelhas representam aquelas mais vistas. Repare pra onde está direcionada a atenção dos leitores

 

Uma pesquisa da Adobe mostra que 61% dos usuários não estão dispostos  nem mesmo a ver anúncios que levam a conteúdos gratuitos.

Isso significa, então, que os métodos tradicionais de anúncio online tem não só incomodado usuários, mas tem feito com que, ativamente, os mesmos procurem bloqueadores de anúncio.

O problema se apresenta para os anunciantes, mas também para os conteúdos monetizados. Recentemente, o Pirate Bay anunciou que tem minerado bitcoins diretamente dos computadores de seus usuários para evitar colocar mais banners e propagandas no design do site.

 

Atenção focada

Falamos aqui que, ignorando os anúncios, as pessoas tendem a focar no conteúdo, certo? Isso porque esse conteúdo pretende entregar a elas algum valor, ensinamento ou informação relevante.

Com a atenção focada no que realmente interessa, a publicidade tem que se tornar eficiente a ponto de aproveitar esse espaço, de forma que os anúncios se tornem mais amigáveis, atraentes, úteis, relevantes e convenientes, para que mudemos essa cultura de propagandas que interrompem e incomodam.

Como fazer isso? Meu caro leitor, não há resposta fácil para essa questão. Vários negócios têm investido em criar seus próprios conteúdos para atrair atenção, mas também podemos falar de melhorias nos banners. Torná-los mais atrativos não é tão simples, mas pode ser bastante efetivo. Você pode melhorar sua segmentação de público, fazer um estudo melhor de personas, investir em responsividade. Você pode ler mais dicas aqui.

Por outro lado, a publicidade nativa vem aproveitar esse foco da atenção no conteúdo para colocar anúncios no lugar mais interessante para o usuário.

Aqui na WorldSense, aproveitamos o contexto das matérias de produtores de conteúdo premium para inserir links que levem à sua estratégia de conteúdo. Isso significa que sua marca está posicionada não apenas no foco da atenção do leitor, mas relacionada a uma âncora que faz a conexão entre a matéria e o seu negócio.

Os anúncios vinculados servem não apenas para mostrar a marca como autoridade no assunto, mas também para gerar consideração, fazer o leitor descobrir coisas novas, captar leads e outras ações que dependem da especificidade de cada campanha.

E aí, pronto pra driblar a cegueira de anúncios?

Ana Luísa Mayrink

é formada em relações públicas e trabalha na WorldSense como analista de comunicação e costumer success, atendendo a clientes como a Sephora, a Itambé e a Sonda.

Comentários

  • Atelier Gisleide Novelo

    Excelente matéria e ótimas dicas !

    • digitalksmkt

      Que bom que gostou Gisleide 🙂

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