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Web Summit 2018: primeiros insights do evento direto de Lisboa para você

O Web Summit mais uma vez surpreende

 

Com 70 mil participantes, o Web Summit 2018 bate recorde de público, não só do próprio evento, mas também é um recorde global. Não existe nenhum evento na área digital que reúne tantos executivos e profissionais envolvidos com inovação, tecnologia, empreendedorismo, startups e negócios digitais.

No primeiro dia de evento (segunda, 5 de novembro), o irlandês, fundador e CEO do Web Summit, Paddy Cosgrave inaugurou o palco principal no início da noite. Essa palco fica dentro de uma arena gigantesca, com cadeiras de pista, arquibancada e espaço para os atrasados se amontoarem em pé na disputa por uma fresta para ver o telão. Quem fica atrás, só consegue assistir mesmo pela tela, pois o palestrante fica minúsculo no palco devido à distância, como nos shows das bandas famosas do rock.

Foto de uma arena, repleta de pessoas sentadas e em pé. Ao fundo, as luzes de palco em rosa e azul.
Foto da arena principal do Web Summit 2018

 

Na mesma noite, após palestras do inventor da web, Tim Berners-Lee, e da VP da Apple, é hora do Secretário Geral da ONU – António Guterres, do Primeiro-Ministro de Portugal – António Costa e do Prefeito de Lisboa – Fernando Medina darem as boas vindas, ressaltando a importância de trazer os temas ligados ao mundo digital para o principal evento do mundo no setor.

Além do happy hour oficial, as ruas, os bares e as festas estão por todos os cantos de Lisboa, exalando a atmosfera de inovação e tecnologia até a alta madrugada. Quem tem sede de networking fica mais do que satisfeito, pois os encontros não tem hora para acabar.

Sinto que o evento não tem uma personalidade única, ou seja, não tem uma certa identidade como vemos na maioria das conferências globais. No Web Summit é muito fácil perder o foco, pois os temas são muitos e as palestras variadas. Os mais de 10 palcos simultâneos, incluindo o principal, se misturam no meio de centenas e centenas de stands de startups, de pequenas empresas, de médias, de gigantes e até mesmo de países.

Foto geral do Web Summit 2018

Comprar um ingresso, seja ele qual for a categoria, não significa garantir lugar nas palestras mais disputadas. Os palcos são abertos em sua maioria, portanto, você não ficará para fora, mas com muita frequência ficar em pé é a única opção, mesmo dentro da arena.

Apesar de alguns contratempos naturais de um evento tão grande, tudo é muito organizado e bem pensado para que os participantes fiquem satisfeitos com seus objetivos no evento, seja ele de conhecimento ou negócios. Onde tudo parece uma confusão, há uma mistura boa de CEOs de Startups com CEOs de grandes empresas; de profissionais de marketing com de tecnologia, de investidores com investidos; e de jornalistas de todo o mundo. A sala de imprensa tem mais de 300 lugares. Enquanto escrevo esse report, ao meu lado tem um jornalista da CNN; em frente tem uma da Alemanha cujo nome do veículo é impronunciável em português; e no corredor, aqui no canto, estão três jornalistas brasileiros trocando experiências: Folha de SP, Globo e uma senhora com o crachá virado parecendo não querer ser identificada.

Viva a inovação! Viva a tecnologia que transforma as nossas vidas a cada dia. As pessoas que pensam o amanhã de todos nós estão aqui. Nos próximos artigos passarei um pouco do que se fala nos palcos, nos corredores, nos cafés, nos food trucks e nos bastidores desse imenso caldeirão de inovação.

Flavio Horta

é empresário, publicitário e especialista em marketing digital, CEO / Founder do Digitalks – principal gerador de conhecimento e negócios na área digital – e Diretor de Eventos e Integração Nacional da ABRADi. Foi diretor de negócios na Media Factory, tem experiência no mercado de internet desde 1999, com passagens pelo BOL e UOL, além de ter montado o seu próprio e-commerce em 2002.

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