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Indústria 4.0: sua empresa já faz parte dela?

A Indústria 4.0 trouxe mudanças tecnológicas que podem mudar totalmente o panorama dos negócios

 

Foto de duas mãos segurando um tablet. Na tela aparece a imagem de uma máquina que está sendo controlada através do tablet. Um pedaço dessa máquina também aparece fora da tela.

Todos nós já ouvimos falar da revolução industrial. Esse é um assunto abordado nas aulas de História, além de ter sido algo que mudou o rumo de todas as atividades dentro de uma indústria.

Historicamente, houve apenas uma revolução industrial, que foi justamente essa estudada nas escolas, de 1760 a 1820 ~ 1840. Porém, não devemos nos assustar ao conversar com alguém que trabalhe na área industrial quando disser que a Indústria 4.0 está com tudo.

Depois de entender melhor sobre o assunto, além de podermos debatê-lo com as outras pessoas, também seremos capazes de identificar se a empresa em que trabalhamos já está na Indústria 4.0 ou se isso ainda está longe de acontecer.

 

De onde surgiu o termo indústria 4.0?

Esse é um termo que veio de um projeto da alta tecnologia estratégica do governo alemão, que tratava da computadorização dos processos produtivos.

Depois de muito tempo, ele voltou a ser utilizado em 2011 na Hannover Messe (ou Feira de Hannover), que é o principal palco da tecnologia industrial mundial. Curiosamente, Hannover também fica na Alemanha.

Então, o termo começou a ganhar mais espaço, até fazer parte do vocabulário de várias indústrias ao redor do mundo. Quanto à sua definição, não há como explicar a Indústria 4.0 sem tratar das etapas que vieram antes. Então, vamos por partes.

 

Indústria 1.0 – Mecanização

A Indústria 1.0 é a Revolução Industrial de 1760, que representou a transição entre artesãos habilidosos que faziam seus bens manualmente para trabalhadores que usavam máquinas alimentadas a vapor ou por moinhos para o mesmo trabalho.

O maior impacto desta revolução se viu na indústria têxtil, que era o principal setor econômico da época. Porém, seus efeitos puderam ser sentidos em praticamente todos os aspectos no cotidiano da época.

 

Indústria 2.0 – Produção em Massa

A Indústria 2.0, que pode também ser conhecida como segunda revolução industrial, aconteceu do final do século XIX até o início do século XX ou, mais precisamente, de 1870 até o comecinho da Primeira Guerra Mundial.

Um pouco diferente da 1ª revolução industrial, que se aproveitou do surgimento de uma nova tecnologia, a 2ª revolução industrial contou mais com a melhoria das tecnologias que já existiam, bem como da sinergia que havia entre elas.

Ao invés de usar moinhos de água e vapor como fontes de energia, a eletricidade passou a tomar conta das indústrias. Além disso, foi aqui que surgiram as linhas de produção, peças intercambiáveis e, consequentemente, a produção em massa.

 

Indústria 3.0 – Computadorização

A Indústria 3.0 tem mais a ver com a 1ª revolução industrial, já que ela contou com  a introdução de novas tecnologias, não com a melhoria de uma que já existia, e essas tecnologias foram a automação e o uso dos computadores.

Com ela, a indústria sofreu enormes melhorias em seus processos produtivos, com uma precisão e agilidade jamais vista antes, proporcionada pelos robôs, que não apresentam falhas humanas. Logo, a qualidade do trabalho aumentou consideravelmente.

A exatidão também foi outra característica presente na Indústria 3.0, graças aos CNCs (Computer Numerical Controls, ou Controles Numéricos Computadorizados), equipamentos que passaram a permitir que o desenvolvimento das peças fosse, literalmente, milimetrado.

É um pouco complicado afirmar quando a Indústria 3.0 terminou, já que ela ainda está presente em muitas empresas ao redor do mundo. Teoricamente, se elas ainda não adotaram ao que manda a Indústria 4.0, então ainda estão na fase 3.0.

 

Indústria 4.0 – Indústrias Inteligentes

Por fim, chegamos à Indústria 4.0. Como vimos anteriormente, o termo voltou a ser usado em 2011, ou seja, não faz tanto tempo assim.

Como se viu da Indústria 1.0 para a 2.0, que foi mais uma otimização de sua antecessora, espera-se que seja isso que aconteça na 4.0: uma melhoria das tecnologias que surgiram na 3.0.

A Indústria 4.0 conta com 4 princípios, que podem ajudar as empresas a identificar e implementar as melhorias:

 

  • Interoperabilidade: nome dado a habilidade que máquinas, dispositivos, sensores e pessoas têm de se conectar e comunicar entre si através da Internet das Coisas (IoT) ou da Internet das Pessoas (IoP).
  • Transparência da informação: habilidade de sistemas da informação de criar uma cópia virtual do mundo físico através do enriquecimento de modelos digitais das plantas das fábricas através dos dados de sensores.
  • Assistência técnica: habilidade de sistemas de assistência de ajudar humanos ao agregar e visualizar informações sobre a fábrica e, então, sugerir soluções. Além disso, também pode ser considerado como a habilidade de sistemas ciber-físicos de ajudar humanos fisicamente em atividades que sejam exaustivas ou inseguras.
  • Decisões descentralizadas: habilidade de sistemas ciber-físicos de tomar decisões por conta própria e desempenhar suas tarefas da forma mais autônoma possível. Apenas em exceções, interferências ou tarefas conflitantes que as tarefas seriam delegadas a um nível hierárquico mais elevado.

 

Os termos podem parecer um pouco complicados, é verdade, mas uma definição resume tudo: indústrias inteligentes.

Todas as tecnologias que passarão a ser utilizadas (e já o são em algumas indústrias) visam diminuir a interferência humana e garantir que tudo ocorra da forma mais automática possível. Apenas se estritamente necessário é que as pessoas devem intervir.

 

Sua Indústria é 4.0?

Por ser algo relativamente novo no mercado e pelo fato de a Indústria 3.0 ainda ser uma realidade para grande parte das empresas, o conceito de 4.0 ainda deve levar um tempo para que domine as indústrias, principalmente as de menor porte e com menos recursos.

Porém, é inegável que nós já temos tecnologia suficiente para isso, aliado ao fato de que ela deve ser mais acessível com o passar do tempo, de maneira gradual, assim como aconteceu com as outras revoluções industriais e também ocorre com a maioria das grandes mudanças da sociedade.

Cabe a nós aguardar e comprovar como essa revolução – ou evolução, como preferirmos – impactará no dia a dia das industrias, empresas, pessoas e de todo o mundo.

Em um futuro não muito distante, durante a auditoria de contas das empresas, o termo “Indústria 4.0” será cada vez mais comum, e acredite, nós só temos a ganhar com isso.

Taina Fantin

é estudante de jornalismo e Link Builder na Agência SEO Marketing. Apaixonada por redação. Gosta de escrever sobre temas atuais, descontraídos e motivacionais.

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