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Como fazer seu e-commerce atingir os não-bancarizados

De acordo com dados do Banco Central (BACEN), a taxa de bancarização atingiu 90,4% dos brasileiros. Mesmo assim ainda são 20 milhões de brasileiros com mais de 18 anos sem nenhum tipo de conta em instituição financeira.

Além de não contar com os serviços financeiros, os não-bancarizados deixam de aproveitar as facilidades e promoções dos e-commerces.

Para superar esta limitação, muitas pessoas com receita recorrente, porém não- bancarizadas, fazem compras em e-commerce através do auxílio de parentes ou amigos que possuem conta em instituição financeira.

O “favorzinho” do amigo ou parente em muitos casos não para na compra: qualquer problema com a entrega ou o produto pode ficar também na responsabilidade de quem emprestou sua conta ou cartão. Fica também a necessidade de cobrar mensalmente o amigo ou parente em caso de vendas parceladas. Essa situação acaba desgastando o relacionamento como mostrou uma matéria divulgada pelo G1 com o nome “Emprestar cartão de crédito tem se tornado dor de cabeça para muitas pessoas”.  

Se há riscos e trabalho, por que não transformar este “favorzinho” em negócio? Ou seja, fazer com que quem oferece o favor também se beneficie da transação e, assim, não seja apenas reativo, mas até mesmo ofereça essa facilidade para seus conhecidos, transformando-se em mais um impulsionador do seu e-commerce.

Essa prática já é antiga no mercado com as vendas porta a porta. Como exemplo posso citar a Natura. Quem paga a Natura é a Consultora Natura, que assume parte da operação de pós-venda, assim como o risco do pagamento e, em troca, ganha seu lucro no desconto em cima do preço de tabela oferecido pela fabricante.

Para atrair e manter estes revendedores autônomos sem incorrer em altos custos de capacitação/suporte é importante oferecer uma boa experiência no sistema de colocação e acompanhamento de pedidos. Considerando que a atividade de venda porta a porta geralmente exige mobilidade, o ideal é oferecer um app integrado ao seu e-commerce/ERP que também permita acompanhar a comissão acumulada.

O mercado potencial não é apenas a população não-bancarizada: soma-se também um contingente ainda maior de pessoas com restrições de crédito que, neste momento, podem ter dificuldades para fazer compras no seu e-commerce.

Se desenvolver um aplicativo for um desafio para sua empresa ou se quiser fazer apenas um teste, busque soluções prontas no mercado que podem inclusive reduzir o Time to Market (TTM) deste novo canal para seu e-commerce.

Francisco Gioielli

Engenheiro pela Unicamp e Mestre em Computação Aplicada pelo INPE, atua na área de tecnologia da informação há 20 anos. Também fundou o +Digital Institute.

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