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A ascensão dos smartphones e aplicativos no Brasil

Por ser o segundo maior mercado no qual minha empresa atua, venho estudando cada vez mais o Brasil e pude perceber que o país passa por uma recente explosão na utilização de smartphones. Segundo pesquisa da Nielsen Ibope, só no terceiro trimestre de 2015, as vendas desses aparelhos móveis cresceram 48% em relação ao mesmo período de 2014, o que catapultou o uso da internet nos smartphones em mais de 53%. Ou seja, 76,1 milhões dos 125 milhões de brasileiros que possuem telefones móveis detêm essa tecnologia.

Um claro sinal de que novos segmentos da população estão se engajando no uso de smartphones é que, no último ano, o maior aumento do uso de internet em smartphones foi de pessoas acima dos 35 anos. E pensar que, por anos, a utilização de smartphones no Brasil vinha abaixo da curva, considerando que até 2013 esses aparelhos possuíam apenas 26% de penetração no mercado da sétima maior economia do mundo, segundo análise do “Our Mobile Planet”. Outra pesquisa mostra ainda que não há sinais de desaquecimento, apesar da turbulenta crise que o país enfrenta. De acordo com um relatório disponível no site americano de pesquisas de mercado Research and Market, a taxa anual composta de crescimento para o mercado brasileiro de smartphones é de impressionantes 25,97% entre 2014-2019.

Já a análise de dados comerciais do terceiro trimestre de 2015 da Criteo, empresa de publicidade de performance personalizada, demonstra que os smartphones são cada vez mais o dispositivo de escolha de compra no Brasil. Com base na análise, 60% das transações de compras em e-commerce no Brasil foram finalizadas por meio de smartphones. E os varejistas com foco em aplicativos estão encontrando ouro: 58% da sua receita de vendas em dispositivos móveis vêm dos apps.

Surfando nessa onda, o desenvolvimento de aplicativos também vive um momento de crescimento. O número de aplicativos criados no Brasil dobrou de 2013 para 2014, fazendo com que o lucro de apps disponibilizados no Google Play e iTunes aumentasse em 40% neste período, segundo dados do App Annie. Isso, combinado com um estudo de 2015 da OpinionBox, que indica que mais de 39,5% dos usuários de smartphone compram conteúdo adicional dos aplicativos, confirma que os apps não são apenas populares, mas também lucrativos!

 

Visão de oportunidades

Essas informações se apresentam como uma grande oportunidade para pequenas e médias empresas alcançarem os usuários e até mesmo usarem os aplicativos como uma valiosa fonte de receita. De olho nesse avanço e para não ficarem atrás, identificamos que as empresas vêm buscando adotar o desenvolvimento de aplicativos com alto nível de conteúdo personalizado, como forma de obter um engajamento mais significativo dos seus clientes.

Os altos custos, entretanto, ainda são um fator importante e isso fica evidente na preferência dos brasileiros por aparelhos mais acessíveis como Android. Ainda conforme uma pesquisa da operadora Oi, 68% dos usuários de smartphones utilizam pontos de WIFi grátis para acessar a internet. Mesmo assim, as empresas conseguem encontrar alternativas mais econômicas para chamar a atenção dos consumidores, sem terem que investir muito para isso.

O surgimento de plataformas de desenvolvimento a preços acessíveis, como a AppMakr, deu início a uma nova era de apps no estilo “faça você mesmo”, que abrange uma infinidade de ferramentas para criação de aplicativos com foco em um segmento ou nicho específico. Com isso, a indústria vem se distanciando dos engessados modelos de aplicativos, que supõem que uma única ferramenta poderá servir a todas as finalidades, em favor de um modelo mais personalizado. Estamos vendo milhões de aplicativos diferentes sendo criados para atender às necessidades específicas de indivíduos e pequenas comunidades.

Percebemos que brasileiros foram rápidos em abraçar essa ideia. Só por meio da nossa plataforma já foram criados mais de 80 mil aplicativos no país; são quase 200 novos lançamentos a cada semana. Não é difícil entender porque, já que o AppMakr permite aos usuários desenvolver aplicativos de qualidade profissional com baixo custo e os brasileiros se mostraram muito intuitivos e aprendem facilmente a se adaptar às novidades. Seja um aplicativo para fãs de futebol conferirem os resultados das partidas, ou um que conecta os clientes aos restaurantes mais próximos, de acordo com a preferência gastronômica, hoje qualquer um pode desenvolver o seu aplicativo e aproveitar as oportunidades crescentes do mercado de internet móvel.

 

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é graduado em Comunicação e Ciências da Computação, com MBA em Estratégias de Marketing. Natural de Toronto (Canadá), fundou a Blue, em Cingapura, em 1999, uma pequena startup que se tornou uma empresa global de marketing digital e serviço de dados com escritórios por três continentes. Vendeu-a em 2007, se dedicando à criação de uma plataforma para construção de aplicativos móveis a longo prazo, a AppMakr, da qual é CEO atualmente. Ele também co-fundou uma organização sem fins lucrativos chamada The Muskoka Foundation e, em seu tempo livre, projetou e construiu o EcoRoamer, o 1º primeiro automóvel de expedição do mundo neutro em emissões de carbono, do tamanho de um utilitário familiar 4WD, no qual ele leva a mulher e os dois filhos ao redor do planeta.

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