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Sites x Redes Sociais: processo de digitalização das empresas deve unificar estratégias

Desde o início da pandemia, o processo de digitalização das empresas segue crescendo em um ritmo acelerado e acompanhado, em grande parte, de uma conversa com o público presente nas redes sociais. De acordo com um estudo realizado pela All In | Social Miner, em parceria com a OpinionBox, 76% dos brasileiros utilizam as redes sociais para pesquisar produtos.

Neste cenário, as PMEs que já tinham estruturado com seus modelos de negócio nestes canais não tiveram tantos problemas para tocar suas atividades, enquanto aqueles que não se digitalizaram como um todo precisaram iniciar uma etapa crucial de transformação para manter as operações. E este processo de adaptação vai muito além da simples criação de um site ou de contas oficiais para as empresas.

É fundamental que os empreendedores entendam a importância de unificar suas estratégias no ambiente virtual de negócios, de forma a criar aproximação e conexões cada vez mais assertivas com clientes potenciais ou já fidelizados. Mas, afinal, de que forma é possível juntar uma coisa à outra com tanta rapidez e de forma tão prática?

Com relação ao público-alvo, o pontapé inicial está na compreensão de que estamos falando sobre as mesmas pessoas, munidas de atitudes e objetivos diferentes em cada ambiente A rede social é um ambiente que estimula a busca por identificação e troca de referências na hora de comprar um produto ou contratar um serviço, o que demanda uma linguagem mais dinâmica, sucinta e maleável na hora de se aproximar e prender a atenção do consumidor por meio de posts e outras ativações.

Já nos sites, muitos fazem do acesso uma vitrine para conferir características destes produtos, além de comparar preços, condições de pagamento e opções de recebimento oferecidas. Para este ambiente, é necessário investir em descrições mais robustas e detalhadas do que aquelas recomendadas para as redes sociais, sem que o processo seja percebido como algo obsoleto. Muitas vezes, é o que se entende por site que está ultrapassado ou superado, e não o portal em si.

Ainda que parte destes consumidores trilhem seus caminhos por meio do desktop, é fundamental que os empreendedores invistam na criação de sites responsivos e ajustados para uma realidade mobile e de acessibilidade. Com tantas pessoas que acessam suas redes sociais por meio de celulares ou tablets, o redirecionamento destes usuários para as páginas precisa ser feito de forma prática e intuitiva, levando em consideração todos os requisitos necessários para incluir todos em uma jornada completa.

A partir daí, o planejamento se torna peça-chave para que este PME integre os dados e as estratégias adotadas. Ao receber uma nova mercadoria, por exemplo, as redes sociais podem servir como um termômetro para cada etapa da jornada, desde o pré-lançamento até o pós compra, fazendo com que os feedbacks colhidos aprimorem a oferta do produto e otimizem a atualização de suas descrições no site.

Com estas informações em mãos, o empreendedor pode deixar de lado a ideia de que sites e redes sociais são ideias conceitualmente distintas, que demandam a opção por uma ou por outra. Convergência e integração são pilares cada vez mais presentes em nosso cotidiano e, felizmente, não poderia ser diferente com o ambiente virtual de negócios.

É head de produtos na Locaweb, responsável pelo portfólio de presença digital da companhia. Tem na equipe Product Owners, Business Analysts e UX Designers. Com mais de 10 anos de vivência no segmento de hosting, tem vivenciado a caminhada de transformação digital do pequeno empreendedor. Formada em Economia e com especializações em Produtos Digitais, Raquel tem experiência em visão estratégica, gestão de portfólio, priorização, visão de negócio e gestão de equipes multidisciplinares.

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