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Mobile first: Google prioriza sites e lojas virtuais amigáveis aos dispositivos móveis

Há anos que a tendência de crescimento do uso de dispositivos mobile é anunciada e comprovada. Cada vez mais os smartphones vêm substituindo os computadores (desktops) e notebooks como dispositivo primário para pesquisas e até mesmo compras online. Essa mudança de contexto fez com que os usuários de aparelhos ‘mobile’ superassem o desktop e se tornassem a bola da vez quando o assunto é “quem devemos priorizar”.

Atento às mudanças e preocupado em oferecer a melhor experiência aos seus usuários, o Google aplicou algumas mudanças drásticas em seu novo padrão de classificação de sites, um sistema de rankeamento projetado exclusivamente para as buscas feitas em aparelhos móveis denominado “Mobile first index“.

Mas o quê isso quer dizer? Resumidamente, significa que, a partir de agora, para ter uma boa classificação nas pesquisas realizadas no Google será preciso ter um site, blog ou loja virtual ‘amigável’ à navegação e com boa performance mobile. Nada mais simples e justo, não é mesmo? No entanto, para a realidade do e-commerce no Brasil, por exemplo, esse cenário pode trazer diversas complicações, já que muitas das plataformas amplamente utilizadas no mercado não possuem boa performance ou uma versão verdadeiramente “mobile”.

Essa atualização “aparentemente simples” traz um novo paradigma capaz de desencadear grandes mudanças nos resultados de buscas, o que consequentemente impacta também nas vendas online.

O especialista em Mobile Commerce, Marcos Mocatino, criador da plataforma de e-commerce Bitshopp,​ listou algumas das principais questões relacionadas às mudanças recentes promovidas pelo Google:

O que muda, de imediato, com o no padrão “mobile first index”?

Em síntese, o que muda é que antes o Google rastreava a web a partir do ponto de vista de um navegador (browser) desktop, e agora o Google está mudando isso para rastrear a web a partir do ponto de vista de um browser mobile.

 

Isso irá mudar o ranking do Google em grande escala?

Segundo Gary Illyes e Paul Haahr (porta vozes do Google) , é muito cedo para prever isso, mas a intenção é que a mudança não seja tão drástica inicialmente.

 

E se meu site ou a minha loja virtual não tiver um site mobile?

O Google rastreará a navegação em seu site por um dispositivo móvel. Entretanto, há grande chance do seu site não estar ‘otimizado’ para essa navegação e os sites com melhor efetividade ficarão à frente nas pesquisas. É muito importante que você integre seu site desktop com a versão mobile, de modo que os links e conteúdos sejam semelhantes o suficiente com a versão desktop.

 

Se a versão mobile da minha loja ou site tiver menos conteúdo que a desktop, devo me preocupar?

Sim. Afinal ficou claro que o Google agora observa a versão mobile do seu site, logo se ela tiver menos conteúdo que a versão desktop o Google irá considerar a versão mobile, mesmo que ela possua menos conteúdo que a desktop, e isso será um problema. No entanto, vale o bom senso: replicar 100% do conteúdo também não é a melhor prática, pois em telas menores e situações de navegação mobile, pode ser que os usuários não queiram ler conteúdos tão extensos quanto leriam no desktop.

 

E quanto ao conteúdo expansível?

Para sites na versão desktop, isso não tinha muito peso, mas na versão mobile isso terá muito mais importância, uma vez que o conteúdo expansível faz mais sentido no celular e do quê no desktop, pois proporciona uma melhor experiência de navegação para os usuários de dispositivos móveis.

 

Quando isso vai começar pra valer?

Como toda grande mudança realizada em grande escala, isso será implementado gradualmente. Na verdade o Google já está testando isso em alguns usuários, e se tudo correr bem, esperam implantar isso antes do esperado, disponibilizando para cada vez mais usuários.

 

Como posso verificar se o Google já está indexando as páginas da minha versão mobile?

O jeito mais fácil de verificar isso é usar a ferramenta do Google Search console, indo em Rastreamento > Buscar como Google, e selecionar a versão de pesquisa mobile. Após isso, analise o resultado exibido, e caso esteja faltando alguma página, significa que ela não está sendo indexada. Então você deve corrigir isso e testar novamente.

 

A versão mobile da minha loja ou site determinará o posicionamento no ranking?

Como informado, antes o Google se baseava na visão desktop do seu site ou loja virtual para rankear ele. Isso mudou, e agora o Google irá classificar seus sites mobile e desktop com base nos sinais que receber do rastreamento do seu site a partir de uma “visão” mobile.

Sendo assim, a performance do seu site mobile irá determinar a classificação do seu site, blog ou loja virtual (mobile e site desktop) no Google.

O Google também irá “observar” seu título, H1s, dados estruturados e outras tags e conteúdo gerado a partir do seu site mobile, e considerar isso sobre a versão do seu site desktop. A tendência é que o celular continue crescendo, e que cada vez mais pesquisadores usem o mobile sobre o desktop em suas pesquisas.

“Nós nos preocupamos tanto com isso no desenvolvimento da Bitshopp que até criamos um pré-render dedicado para a nossa plataforma, de modo que todo conteúdo das páginas mobile das lojas virtuais criadas na bitshopp sejam indexadas corretamente pelos buscadores nesse novo contexto”, enfatizou Marcos Mocatino.

 

Existem “index” diferentes para celular e desktop?

O Google planeja futuramente ter apenas um “index” baseado em conteúdo mobile para servir anúncios para usuários móveis e desktop.

Entretanto, durante este período de testes, as duas versões (desktop-first e mobile-first) serão mantidas. A ideia é que inicialmente o mobile first index seja aplicado a um pequeno grupo de usuários e ampliando gradativamente, sem que os usuários tenham ideia de qual estão realmente usando.

Conforme a confiança no mobile first index for crescendo, ele irá substituir a versão anterior como único método utilizado.

Essa forma de testar uma alteração já se tornou padrão em grandes players de tecnologia.

Parece estar claro que o Google pretende manter somente o mobile first index como motor padrão de pesquisa, conforme mencionado em seu post . Paul Haahr do Google reiterou isso dizendo que manter dois tipos de “index” (um para mobile e outro para desktop) definitivamente não irá ocorrer.

 

Será que os links e rankings irão mudar por causa disso?

Existe uma preocupação de que o conteúdo mobile tenha menos links do que o conteúdo desktop. Esta preocupação é semelhante à preocupação listada acima em torno de conteúdos para celular serem menores do que o conteúdo desktop. Isso porque os resultados de pesquisa do Google são muito dependentes de links e conteúdo.

Então, se ambos os links e conteúdo forem afetados, será que os rankings também serão afetados?

Segundo o Google, eles ainda estão testando isso, logo não podem afirmar nada com certeza. Gary Illyes disse: “Eu não quero dizer nada definitivo sobre os links ainda. É muito cedo para isso porque as coisas ainda estão se desenrolando…”

 

E quanto aos “Canonicals”? Será necessário mudar alterá-los?

Não muito popular para a maioria dos usuários, as “Canonicals” são consideradas uma das maiores revoluções desde a implementação dos sitemaps, a canonical tag surgiu nos motores de busca ainda em 2009 e de lá para cá serve, basicamente, para evitar que conteúdo duplicado seja indexado pelos algoritmos. O Google afirmou que as “canonicals” não precisarão serem alterados, bastando apenas manter suas “canonicals tags” como são, e seguir suas recomendações, conforme listado em seu post.

 

Eu posso ver a mudança e o impacto nos resultados da pesquisa agora?

Segundo o Google, você não irá ver a mudança e o impacto do mobile first index agora. Na verdade, o Google espera pouco impacto nessa fase inicial. Paul Haahr disse: “Eu ficaria muito surpreso em detectar quaisquer efeitos de Mobile first index nesta fase…”.

 

O que mais vêm por aí?

Além disso, o Google pretende em breve incluir o Pageload (velocidade carregamento da página) do seu site mobile como um dos fatores de relevância para o rankeamento em seu motor de buscas. Segundo Gary Illyes do Google, esse componente será incorporado pela primeira vez como um dos critérios de relevância de pesquisas do Google (mobile first index) já em sua próxima atualização. E isso influenciará também nos resultados das pesquisas feitas no desktop.

Todas essas mudanças servem como confirmação de que a prioridade para o Google ainda é a funcionalidade e performance somada a relevância do conteúdo.

 

 

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