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[Missão Digitalks] “É difícil entrar para fazer negócio nos EUA, mas, a partir do momento que tem o pezinho aqui, dá para nadar de braçada”

Representante do LinkedIn e marqueteiro, Walter Dias explicou em nossa Missão Digitalks porque as empresas de tecnologia têm tantos funcionários

 

Por Gabriela Manzini*

 

Você sabia que, se a Califórnia fosse um país, ela seria o sexto melhor país do mundo, acima do Brasil – que é hoje o sétimo? Isso segundo o ranking de mercado, que avalia diversos aspectos socioeconômicos para chegar a essa lista. 

O fato foi mencionado por Walter Dias, que recebeu nosso grupo da Silicon Valley Digital Mission no LinkedIn nesta semana. Brasileiro, Dias já trabalhou com Marketing em outras empresas de tecnologia, como a Microsoft, e contou como é a experiência de atuar nessa área nos Estados Unidos – e não só lá, mas, especificamente, na região do Vale do Silício.

Fazer negócio com os EUA é difícil. Mas é difícil entrar. A partir do momento que entra com um pezinho aqui, dá para nadar de braçada” – Walter Dias 

 

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Walter Dias, representante do Linkedin, comenta sobre as principais estratégias de marketing da empresa. Foto: Gabriela Manzini

 

Em termos de estratégias de marketing e estratégias digitais, o especialista explicou que, para 2017, os focos do LinkedIn estão voltados para a “qualidade do usuário” e o conceito de consumer centric. “Conteúdo, qualidade e acessos”, afirmou.

Dias contou que eles têm trabalhado muito com influenciadores a fim de alavancar a plataforma do Pulse e que vê isso como uma tendência para quem mexe com conteúdo e relacionamento.

São mais de 20 escritórios da organização espalhados pelo mundo e cerca de 10 mil funcionários. No Brasil, a empresa conta com cerca de 200 colaboradores.

 

Por que tantos funcionários nas empresas de tecnologia?

Dentro do debate feito com os participantes da Missão Digitalks, Walter Dias comentou que a Bay Area, região do Vale do Silício, é muito rica. “Rola muito dinheiro por aqui.

Ele lembrou que, em meados de 2009, o então presidente Barack Obama chamou diversos líderes das principais empresas de tecnologia do Vale para “pedir ajuda” chamando-os a reerguer a economia e empregar pessoas. O fator influenciou a contratação de diversos funcionários, o que explicou, em parte, a dúvida da turma do porquê haver tanta gente nas companhias da região, sendo que, no Brasil, vemos o movimento contrário de enxugamento e redução de equipes.

Outro fator levantado foi o perfil profissional do brasileiro de ser mais “generalista”. Dias comentou que realmente existem profissionais com mais foco em determinadas áreas por aqui, mas o californiano entende que, se ele foi contratado para algo pontual, ele não deveria fazer algo além daquilo. “Aqui não rola. E aí cai a caneta: eu contratei [o funcionário para fazer] de A a D. Seu trabalho vai até o D. Ele não foi contratado para fazer mais que isso”, explicou, traduzindo o pensamento do americano.

 

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Durante a palestra, Dias explicou aos participantes da Missão Digitalks, as diferenças entre os perfis dos profissionais brasileiros e californianos. Foto: Gabriela Manzini

 

Mas uma das principais razões para haver tanta gente nas organizações californianas, especialmente no ramo de tecnologia, são as ondas de investimentos. Dias explicou que elas vêm em quatro momentos. “A primeira é gorda. Ele [investidor] coloca muito dinheiro e é um valor alto, tipo uns cinco milhões. Um dos jeitos de dar conta do recado é contratando gente”, afirmou. Ele explicou que o raciocínio faz sentido: um, porque mão de obra qualificada é um bem da empresa, e dois, porque a startup não vai dar conta de trazer os resultados que o investidor espera dentro do prazo estipulado sem pessoas. Então se contrata mesmo.

Mas tem mais dinheiro aqui de fato” – Walter Dias 

 

Marketing como investimento primordial no Vale

Dias ainda comentou sobre a importância que as empresas americanas dão para o Marketing por aqui. Enquanto no o valor do orçamento dedicado à área não passa de 6%. No Vale, a margem de marketing pega de 12 a 15% do investimento empresarial. A priorização acaba se refletindo em como a marca é vista pelos seus consumidores.

 

Leia ainda como foi a visita à Wix, que aconteceu no mesmo dia. 😉

>> [Missão Digitalks] Como a inovação e a diversidade movem toda uma cultura organizacional

 

*Gabriela Manzini é jornalista, trabalha com comunicação há oito anos e é especialista em Comunicação Corporativa. Atua hoje com comunicação estratégica, marketing digital e marketing de conteúdo. Em suas passagens por agências de comunicação e marketing, atendeu clientes como Microsoft, Philco, Wacom Brasil, Toshiba Brasil, Citibank, Credicard Hall, Omron, Internacional Shopping Guarulhos, e os cantores Fábio Jr. e Paula Lima. Na área corporativa, trabalhou no departamento de marketing da Shoestock e é a atual gerente de Conteúdo do Digitalks.

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