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Como tornar a sua empresa disruptiva implatando a metodologia lean

Entender quais são os processos que devem ser modificados e qual a melhor maneira para fazer isso são alguns dos desafios da adoção do lean

 

Por *Bianca Borges

 

Para se adequar as novas exigências do mercado e dos clientes, as empresas precisam reformular seus modelos de negócios. Com o intuito de atingir esse objetivo, muitas empresas têm adotado a metodologia lean que consiste em usar apenas os recursos necessários para realizar determinado processo e evitar os desperdícios de tempo, mão-de-obra e capital.

Essa tarefa de transformação não é tão simples. Dentro dessas mudanças estão os desafios de gerar valor para o cliente externo e interno (os colaboradores), entender quais são os processos que devem ser modificados e qual a melhor maneira para fazer isso. Esse tema foi debatido durante a palestra de Lule Demmissie, diretora na TD Ameritrade, durante o Lean Digital Summit que aconteceu na última semana.

A diretora contou que em um determinado ponto percebeu que a empresa tinha deixado de praticar a auto-disrupção, ou seja, estava estagnada em sua cultura e seus processos e havia deixado de inovar. Lule acredita que muitas organizações chegam a esse ponto pela falta de habilidade de conseguir ver os seus “pontos cegos” e estratégicos.

 

Mas como mudar essa realidade e voltar a ser uma empresa disrupitiva?

Nessa contexto, Lule decidiu implantar a metodologia lean na corporação e durante o processo acabou comentendo alguns erros. Isso porque, como ela mesma revelou “lean é algo fácil na teoria, mas na prática é outra história”.

 

 “Eu erro, vejo como corrigir os meus erros e superá-los. Isso eu chamo de aprendizado infinito”, afirmou a diretora.

 

Durante a adoção da metodologia lean, Lule percebeu que era preciso fazer com que os seus colaboradores se sentissem especiais e participantes no processo para que fosse possível gerar valores para os clientes externos também.

“Quando tentei implantar o lean, minha equipe disse: Lule é a micro gerente, ela vai nos castigar, ela quer nos punir. Mas meu intuito era não somente colocar o cliente como o centro da solução, mas também os funcionários”.

 

Para isso a diretora decidiu entrevistar cada um de seus funcionários e ouvir o que eles tinham a dizer. A partir disso, Lule percebeu que a indecisão era um dos fatores que estava prejudicando muitos processos na empresa.

“A indecisão é o lado mais longo e mais difícil do projeto. Indecisão é um câncer nas empresas. Decidir não quer dizer que você sabe tudo, mas permite que as coisas fluam”, relatou a diretora.

 

Atualmente, Lule tenta acelerar os processos de decisão para que isso não bloqueie o trabalho da equipe.

Durante sua palestra, a diretora também pontuou algumas práticas que as empresas que querem implantar a metodologia lean precisam seguir.

 

Auto-Disrupção

De acordo com Lule, às vezes você precisa da ajuda de alguém pra fazer algo diferente. É bom ter um contexto para basear suas decisões, mas é preciso tomar cuidado para não pressupor situações.

“Uma das coisas que eu faço é pedir feedback é ter pessoas na minha equipe com personalidade diferentes. Quando eu me animo com uma ideia, alguém da minha equipe me aponta meus “pontos cegos”.

 

Fomente uma cultura de performance

Segundo a diretora, o desempenho não pode ser sacrificado e os gestores das empresas precisam pensar em formas de manter uma ativa uma cultura que se baseia na performance  e no desempenho dos funcionários.

“O maior sinal que o gestor pode dar aos seus funcionários é quem ele contrata e quem ele promove. Isso mostra para as pessoas o que ele acha importante pra ter sucesso e os seus valores”.

 

Articular a visão

É preciso definir bem as metas, os objetivos, as estratégias e as táticas, mas para isso, é necessário ter pessoas na sua equipe que não tenham o receio de te dizer quando você está errado. De acordo com Lule, o tipo de tomada de decisão que o gestor institui pode facilitar ou prejudicar esse processo.

Ela mencionou três tipos de tomada de decisão:

Consenso: para a diretora, a indecisão fica escondida no consenso. Ela explicou:

“Você fica tentando ser legal com todo mundo e aí ninguém toma decisão nenhuma. Eu uso o consenso em atividades em grupo, treinamentos e para definir o que vamos fazer no ano. O consenso faz com que as pessoas tenham mais participação na decisão, então ele tem um valor”.

 

Comando e controle : Comando e controle é útil quando você precisa decidir algo rápido. É sempre bom ter um líder quando você tem um incêndio”, afirmou a diretora.

Voto dos 51%: no dia a dia é importante fazer com que as pessoas se sintam engajadas e deem a sua opinião na hora de tomar uma decisão, mas é necessário ter uma pessoa que vai ser a responsável pela palavra final. Ao contrário da decisão do consenso, na qual você não tem a figura de um líder bem clara, e da decisão de comando e controle na qual apenas o líder manda e os colaboradores obedecem, utilizando a decisão do voto dos 51%, você consegue reunir as duas coisas, um líder e a participação de todos.

 

Execução é quase tudo

Uma estratégia bem concebida é importante, mas de acordo com Lule a execução da tarefa é a parte que vai levar ao sucesso ou ao fracasso.

“Não adianta ter uma estratégia perfeita e não saber colocá-la em prática. É melhor ter uma estratégia media e realizá-la com perfeição”, concluiu a diretora.

 

Bianca Borges é jornalista formada pela Universidade Anhembi Morumbi. Analista de Conteúdo no Digitalks, também tem experiência nas áreas de assessoria de imprensa e gestão de mídias sociais. Gosta de escrever sobre diversos assuntos mas, atualmente, seu foco é o Marketing Digital.

 

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