Quinta-feira, 05 de janeiro de 2017
Cada vez mais, os negócios entre Tecnologia e Marketing estão se cruzando e, hoje, esta área não existe sem aquela. O comportamento das pessoas está cada vez mais digital e é preciso estar no meio tecnológico não só para inovar, mas, principalmente, para chegar aonde o público está, que é no mundo digital.
E dentre a Transformação Digital que as empresas passam hoje, uma das coisas que mais se discute é quem será o responsável por liderar essas mudanças corporativas.
“O processo de transformação é com ‘TRANSFORMAÇÃO’ bem grandão e o ‘digital’ menor. O impacto é mais na transformação do negócio. O protagonista é mais o CEO que tem a visão do todo”, afirmou Silvio Meira, cientista da computação, professor e co-fundador da Ikewai.
Já para Leonardo Mattiazzi, VP de Inovação da CI&T, não importa o nome de quem lidera a transformação digital. “Se o CMO for o cara certo vai ser o CMO; se for o CIO vai ser ele. É importante ter uma visão geral do negócio da empresa.”
O pensamento é compartilhado por Marcelo Trevisani, que entende que qualquer um dos C-levels que compreende que a Transformação Digital vai mudar os negócios, que é questão de no máximo cinco anos para vermos essa modificação, estaria apto para liderar o processo dentro da sua organização.
“O CEO como representante da área de negócio, ele sim precisa entender essa revolução no meio tecnológico, no Marketing, como vai impactar a empresa dele e como ele transforma, aprimora a empresa. [Mas] no fim, é o negócio. Todos os C-Levels são responsáveis. [Eles precisam trabalhar] para ter eficiência, performance, de forma mais integrada.”
Esse foi um dos temas debatidos durante a inauguração do novo escritório da CI&T, o Prisma, em Campinas, na qual participaram alguns especialistas da empresa e também do mercado. Fundada em 1995, com sede em Campinas e escritórios em locais estratégicos da América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a CI&T é a especialista global em soluções digitais. Com o Prisma, a organização aumenta sua estrutura para conduzir grandes empresas às mudanças exigidas pelo novo consumidor da era digital.
Dentro disso, de acordo com a CI&T, o lean digital surge como um recurso extremamente surge como um recurso extremamente importante dentro desse contexto. O lean pode ser aplicado dentro de processos, pessoas e negócios, e está diretamente relacionado à Transformação Digital, facilitando o processo.
Algumas outras nomenclaturas como Growth Hacking ou Growth Marketing englobam esse contexto. “O ponto é a questão lean, de desperdiçar rápido, aprender rápido para conseguir fazer mais e melhor. Empresas como o Facebook, Uber, AirBNB, que entendem de Marketing e de Digital trabalham o hacking marketing, que é trabalhar a área de marketing com o processo agile. Elas trabalham de forma lean”, explicou Trevisani ao Digitalks.
Os especialistas mencionaram o Martech – termo usado para explicar a junção da tecnologia com marketing – e ficou claro que não se trata apenas de tendência e previsão, isso já está acontecendo. O grande problema é que os profissionais da área de Marketing não estão preparados para esse movimento e tal fato é uma preocupação do mercado.
“Quem tem competência no digital está entendendo melhor o marketing do que quem é de marketing está entendendo de digital” – Silvio Meira
Uma forma de contornar isso é entender mais de processos de gestão. Segundo Trevisani, o marketing está sendo cobrado por esse retorno de negócios, de vendas e em como entender a jornada desse consumidor de ponta a ponta, integrando meios online e offline. E, para tudo isso, precisa-se de tecnologia.
“A área de Marketing sempre foi criativa, mas cada vez precisa ser mais pragmática, precisa de dados” – Marcelo Trevisani, Head de Marketing da CI&T.”
O que empresas americanas, especialmente do Vale do Silício, têm em comum é exatamente o mindset do lean digital, o espírito para colocar isso em prática nos negócios.
“A ideia aqui é fazer, no mínimo, 10 vezes melhor do que se fazia antes. Retorno de 10 vezes mais do que fazia antes” – Marcelo Trevisani, Head de Marketing da CI&T.
Dentre outros temas discutidos durante a inauguração do novo escritório da CI&T, estavam Analytics, Financial Services, Blockchains e Marketing Digital.
O novo escritório brasileiro da CI&T conta agora com um espaço de criação de experiências digitais em Campinas (SP), no Pólis de Tecnologia, onde a empresa mantém sua sede. A multinacional brasileira investiu R$ 10 milhões no Prisma, como é chamada a nova unidade de 4,6 mil metros quadrados.
Vale mencionar que ali é possível ver a aplicação prática de tecnologias de ponta como Internet das Coisas (IoT) e Machine Learning, a experimentação com protótipos físicos (impressos em 3D, ali mesmo) e digitais, ao mesmo tempo em que se observa equipes utilizando princípios lean no seu dia-a-dia, com gestão à vista, métricas e redução de desperdício, além de dinâmicas intensas de ideação, desenho e validação de experiências.
*Gabriela Manzini é jornalista, trabalha com comunicação há oito anos e é especialista em Comunicação Corporativa. Atua hoje com comunicação estratégica, marketing digital e marketing de conteúdo. Em suas passagens por agências de comunicação e marketing, atendeu clientes como Microsoft, Philco, Wacom Brasil, Toshiba Brasil, Citibank, Credicard Hall, Omron, Internacional Shopping Guarulhos, e os cantores Fábio Jr. e Paula Lima. Na área corporativa, trabalhou no departamento de marketing da Shoestock e é a atual gerente de Conteúdo do Digitalks.
*Flávio Horta é empresário, publicitário e especialista em marketing digital, CEO / Founder do Digitalks – principal gerador de conhecimento e negócios na área digital – e Diretor de Eventos e Integração Nacional da ABRADi. Foi diretor de negócios na Media Factory, tem experiência no mercado de internet desde 1999, com passagens pelo BOL e UOL, além de ter montado o seu próprio e-commerce em 2002.
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