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A eficiência energética passa por tecnologias disruptivas

O setor de energia faz parte das áreas impactadas pela transformação digital. Tecnologias disruptivas como Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial e Cloud Computing são utilizadas para eficiência energética. Com os sistemas integrados e inteligentes, o futuro é com a maximização da qualidade dos projetos de iluminação com otimização do consumo de energia.

Qualquer tipo de negócio tem capacidade de implementar projetos de eficiência energética. Em empresas onde o custo de energia representa uma parcela significativa dos gastos operacionais, tais como indústrias, hospitais e redes de varejo, efetivar um sistema de gestão energética pode representar uma redução de custos de 80%.

 

O que é eficiência energética?

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), eficiência energética é fazer mais – ou o mesmo – gastando menos, e sem perder conforto e qualidade. Ou seja, eficiência energética significa gerar a mesma quantidade de energia com menos recursos naturais ou obter o mesmo serviço com menos energia.

A troca de uma lâmpada incandescente por uma lâmpada de LED pode significar uma ação de eficiência energética, pois as lâmpadas de LED consomem até 90% menos que as incandescentes.

Para negócios, existem modernos sistemas de gestão energética que incluem conjuntos de estratégias, táticas, ações e controles destinados a converter recursos em resultados. Na transformação digital que vive o mercado de energia, muitas tecnologias estão sendo implementadas para possibilitar a melhoria nos processos de utilização e consumo de energia elétrica.

No projeto de Gestão & Inteligência da Luminae, são utilizados sistemas de sensoriamento e coleta de informações físicas com sistemas de software embarcados. Para a comunicação, são utilizados protocolos de transmissão e recebimento de dados criptografados para garantir segurança nas informações e no acesso ao sistema.

 

Tendências no setor de energia

A busca por soluções de redução de custos e sustentabilidade são fatores que aceleram o desenvolvimento de novas tecnologias para o setor de energia, segundo Diego Cavalcante, diretor de Gestão e Inteligência da Luminae. O executivo revelou que as tendências não são apenas sensoriamento e IA, mas também engenharia de aplicação para que novos sistemas, edifícios, fábricas e residências sejam mais eficientes energeticamente.

Diego Cavalcante contou que o uso de IoT e Nuvem são tecnologias já consagradas no setor. Contudo, Inteligência Artificial aplicada à eficiência energética é inovação no mercado. “A IA depende de uma inteligência de dados significativa por trás para que os algoritmos possam ser desenvolvidos, calibrados e devidamente testados para sua aplicação. Isso é algo inovador que estamos lançando”, declarou.

Uma nova tendência na eficiência energética para a próxima década é o 5G. Até o momento, a tecnologia não está em operação no Brasil, mas os ganhos, de acordo com Cavalcante, estimam ser inimagináveis tendo em vista a possibilidade de algoritmos com capacidade de tomada de decisão em tempo real o que aumenta ainda mais a eficiência dos sistemas.

“A tecnologia 5G trará uma velocidade muito grande para download e upload de dados, facilitando assim a comunicação de dispositivos periféricos com os softwares em nuvem”, afirmou o diretor da Luminae.

 

Como é feita a gestão energética?

A Luminae, referência em eficiência energética no Brasil, opera através de três unidades de negócio, e uma delas é a Gestão & Inteligência. A unidade de gestão e monitoramento de energia em tempo real funciona para possibilitar negócios a acompanharem e otimizarem o consumo de energia e utilidades.

“Basicamente, os sistemas de sensoriamento permitem a coleta de dados em tempo real. Na nuvem, funciona o software estruturado para que seja possível uma transmissão de dados em grandes volumes e com acessos simultâneos em qualquer lugar do planeta”, explicou Diego Cavalcante.

No sistema de gestão energética, um medidor de energia conectado à Internet é instalado no quadro geral de baixa tensão e no quadro de iluminação. O aparelho funciona com um chip que envia os dados coletados para um software em nuvem, que recebe e organiza as informações. “Através do software é possível ter tomada de decisão e realizar acionamentos remotos para o controle do uso da energia”, disse o diretor de Gestão e Inteligência da Luminae.

Com o medidor, é possível acessar todas as informações referentes ao consumo de energia de forma práticas, e em qualquer hora e lugar. É possível ainda configurar o software para comparar o consumo de energia de lojas diferentes, estabelecer metas de uso de energia e contrapor com o uso real. “Dessa maneira, é possível ter uma gestão energética inteligente, focada na redução de custos e com atuação remota em tempo real”, afirmou Diego Cavalcante. O medidor possui funcionalidades para personalização, um dashboard intuitivo e é de fácil gestão.

Coordenador de Conteúdo no Digitalks.

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