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Tecnologias emergentes: como elas influenciarão o modelo de negócios nas empresas?

Texto e cobertura por Bianca Borges*

 

Nesta terça-feira, durante a Conferência Mídia e Performance promovida pelo Digitalks, Norberto Tomasini, diretor da PWC, falou sobre as tecnologias emergentes, que são consideradas as principais tendências do setor para 2017.  

De acordo com o executivo, o Brasil se destacou como o maior mercado da América Latina de Entretenimento e Mídia em 2015, ocupando o nono lugar no ranking global. Até 2020, estima-se que o país consiga chegar à oitava posição e ultrapassar países como Canadá, Itália e Espanha.

 

Com essa projeção positiva, as empresas deveriam aproveitar as oportunidades para conquistar melhores resultados no setor em ascensão.  

“Devemos pensar em como integrar as experiências digitais e as físicas para atingir o cliente. Para isso, é preciso unir três vetores: Bussiness, Experiência do Cliente e Tecnologia”, afirmou o diretor.  

 

Dentre esses pilares, a tecnologia tem o potencial de provocar mudanças no modelo de negócio das empresas e também na forma como os como os consumidores adquirem produtos e serviços.

Tomasini definiu oito tecnologias emergentes que já estão sendo implantadas no mundo corporativo e, cada vez mais, vão influenciar as campanhas de marketing:

  1. Internet das Coisas
  2. Realidade Aumentada
  3. Realidade Virtual
  4. Blockchain
  5. Inteligência Artificial
  6. Impressão 3D
  7. Drones
  8. Robôs

 

Ele também apontou cinco aspectos empresariais que serão afetados por essas inovações tecnológicas:

 

Estratégias

As empresas terão que readaptar suas estratégias de portfólio, de inovação e, em alguns casos, pensar em novas formas de entrar no mercado e estabelecer parcerias.  A implantação das tecnologias podem motivar fabricantes a entrarem no setor de serviços ou instigar o joint-venture com outras organizações para compartilhar o acesso a plataformas tecnológicas que ofereçam benefícios a ambas as instituições.

 

Engajamento do consumidor

O modo como as organizações interagem com seus clientes vai mudar. E essas transformações não envolvem apenas os setores de marketing e vendas, elas englobam outras áreas como o faturamento e o suporte pós-venda. Um exemplo disso é o uso da inteligência artificial para identificar padrões de comportamento dos consumidores através do processamento de dados e melhorar o engajamento.

 

Operação

Todas essas tecnologias podem aumentar a eficiência operacional e ampliar as vantagens competitivas como: a redução de custos nos negócios por meio da utilização de robôs e a expansão da oferta de produtos adaptados de acordo com as preferências dos clientes, através da impressão 3D. As organizações vão se reestruturar tanto comercialmente como operacionalmente.

 

Pessoas e talentos

Neste quesito, encontramos tanto aspectos positivos como negativos. Em função das tecnologias emergentes, novas categorias de empregos e até mesmo novos negócios vão surgir. Entretanto, a mesma tecnologia que gera oportunidades também tende a facilitar a redução no número de headcouts em alguns setores. Por isso, os gestores de negócios precisarão promover a integração das máquinas com o seu quadro de colaboradores e terão o desafio de desenvolver e manter novos talentos capazes de lidar bem com as máquinas.

 

Compliance

As organizações terão que se adaptar e influenciar os itens regulatórios que serão criados. Algumas questões que serão bastante discutidas:

  • Como proteger os dados coletados pelos dispositivos conectados à internet (internet das coisas)?
  • De quem é a responsabilidade pelos drones e robôs em áreas urbanas?
  • Como regular o uso dos blockchains?

 

“As empresas que quiserem se manter relevantes e ter sucesso na sua área de atuação precisam elaborar estratégias corporativas que englobem essas tecnologias emergentes”, concluiu o executivo.

 

* Bianca Borges é jornalista pela Universidade Anhembi Morumbi, trabalhou na Investe São Paulo com assessoria de imprensa e, hoje, atua na equipe de Conteúdo do Digitalks.

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