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Empresas de Telecom investem em conteúdo para atrair atenção de clientes

As companhias de Telecom estão se transformando em publishers e investindo cada vez mais na produção de conteúdo de qualidade

 

*Por Bianca Borges

 

Hoje, mais do que nunca, o conteúdo é rei e continuará assim por um bom tempo. Cada vez mais empresas estão investindo na produção de conteúdo e entendendo a verdadeira importância de elaborar textos e vídeos de boa qualidade. Esse é o caso das empresas de Telecom, que estão conquistando espaço nessa área. Para falar sobre esse assunto Tim Mahlman, President of Publisher Platforms da OATH, nos EUA, esteve presente nesta quarta-feira, dia 09 de maio, no Proxxima 2018.

Tim Mahlman, President of Publisher Platforms da OATH, nos EUA fala sobre o investimento das empresas de Telecom em conteúdo

 

Tim iniciou sua palestra ressaltando que os consumidores só têm a ganhar com esse investimento em conteúdo. Segundo ele, as empresas que não começarem a produzir conteúdo de qualidade e não divulgarem esses textos e vídeos nos lugares certos, vão deixar de ser vistas por muitos usuários e podem perder muitos clientes.

“Se antes uma empresa investia em conteúdo e divulgava apenas nas suas próprias plataformas, hoje, esse ecossistema mudou”, informou Tim. “Agora, a distribuição de conteúdo vai estar presente em vários lugares. A empresa precisa ir além dos seus próprios canais, expandir o seu mercado e sua visibilidade”, completou.

 

Tendências da indústria

Durante sua palestra, Tim também destacou quatro tendências da indústria que vão ajudar na produção de conteúdo.

Localização: o uso da geolocalização vai aumentar ainda mais. Com ela as empresas vão saber onde está o seu verdadeiro consumidor e tornar suas comunicações cada vez mais assertivas.

Inteligência Artificial: a Inteligência Artificial vai revolucionar a nossa interação com os consumidores. Tim citou dois exemplos: a American Express que usa essa tecnologia para dar recomendações de viagem e a Disney que utiliza os dados da AI para produzir conteúdo personalizado para seus clientes.

Conteúdo interativo: realidade virtual para criar um tráfego mais atraente. O Netflix, por exemplo, está criando conteúdo interativo para que o usuário tenha um conteúdo diferenciado e possa escolher 10 finais para um mesmo filme. Essa é uma nova forma de consumir conteúdo.

5G mobile: vai mudar a forma como os consumidores interagem com o conteúdo. Hoje para você baixar um vídeo em uma tecnologia 4G, você demora uns 10 ou 15 minutos. Já com a tecnologia 5G, esse processo vai ser praticamente instantâneo. Você ordenou o download e ele já foi feito.

 

Vídeo on demand em alta no Brasil

Vídeo on demand está crescendo muito aqui no Brasil e vai crescer mais ainda”, ressaltou Tim.
E isso porque nós somos multitarefas e, de acordo com os dados apresentados pelo President of Publisher Platforms da OATH, nos EUA, 60% das pessoas que assistem TV estão, ao mesmo tempo, mexendo no celular.

Para Tim, os consumidores serão quase que associados das empresas que produzem conteúdo on demand, direcionando os esforços dos produtores de conteúdo para o que realmente é relevante para esses clientes. “Eu não acho que é ruim pensar nos consumidores como associados da sua marca ou empresas, porque isso permite que o consumidor diga o que realmente quer ver”.

 

Após a palestra de Tim, se juntaram a ele no palco, Ricardo Sanfelice, Vice Presidente de Digital & Inovação, da Vivo, e Pyr Marcondes, Diretor Executivo, M&M Consulting/ ProXXIma que foi o moderador do debate.

Tim Mahlman – Oath, Ricardo Sanfelice – Vivo e Pyr Marcondes – Proxxima, discutem a importância do conteúdo para as empresas

 

Sanfelice, da Vivo, explicou um pouco sobre a política da empresa quando se trata de conteúdo. “A gente optou por focar na distribuição e na entrega de conteúdo de diversos parceiros, que vão desde produtores de conteúdo independente, de música, de vídeos e até da NBA. A gente adquiriu a empresa de conteúdo Terra e estamos juntos, ofertando pacotes de conteúdo para o mercado, seja para o cliente final como para as marcas”.

O Vice Presidente de Digital e Inovação da Vivo também falou sobre as mudanças rápidas no mercado e como as empresas precisam se adaptar a elas. “As coisas mudam muito rapidamente, então a gente hoje coopera não só com o Netflix, mas com outros produtores de conteúdo. A subscription é um dos nossos modelos de monetização. Nós temos várias estratégias, depende do tipo de conteúdo, do valor que o cliente quer para aquele conteúdo. Hoje em dia, 70% das pessoas preferem pagar pelo vídeo on demand, mas no passado, você imaginaria que isso seria possível?”.

No final do debate, também foi discutido o recente anúncio do investimento da Microsoft no mundo do conteúdo. Sobre esse fator, Tim deu sua opinião:

“Eles já entraram nesse campo de conteúdo antes, com o Xbox em 2014. Isso mostra que o conteúdo é, e continuará sendo o rei por um bom tempo. Para nós, como consumidores, isso é muito bom porque nos vamos ver conteúdos de qualidade”, finalizou o President of Publisher Platforms da OATH nos EUA.

 

*Bianca Borges é jornalista formada pela Universidade Anhembi Morumbi. Analista de Conteúdo no Digitalks, também tem experiência nas áreas de assessoria de imprensa e gestão de mídias sociais. Gosta de escrever sobre diversos assuntos mas, atualmente, seu foco é o Marketing Digital. 

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