Notícias

DMEXCO 2016: como marcas e criadores sustentam a economia criativa

Um dos debates de maior audiência foi sobre economia criativa: como ela está evoluindo e como marcas e criadores de conteúdos, em especial YouTubers, contribuem para isso.

 

image1-2
Painel aconteceu no 1º dia do DMEXCO 2016. Foto: Priscilla Saldanha.

 

Por Priscilla Saldanha*

 

No palco, os participantes citaram dados interessantes de acesso ao YouTube no mundo, mostrando, por exemplo, que a plataforma conta hoje com mais de um bilhão de usuários (quase um terço dos usuários da internet), além de ser uma maneira empregatícia, pois, a cada ano, cria novos canais profissionais e “emprega” novas web celebridades.

image2-1
Painelistas debatem economia criativa em produção de conteúdo. Foto: Priscilla Saldanha.

 

Além disso, algo que muita gente não se dá conta é de que a internet (e nesse caso os vídeos) está cada dia mais penetrando a vida de pessoas acima dos 35 anos. Quando se fala de internet, acredita-se que será algo só para teenagers, mas o YouTube hoje conta com milhares de canais de adultos e idosos.

Isso só mostra o potencial que o video marketing, que ainda potencializa a economia criativa. Mais e mais pessoas trabalhando para tirar suas ideias do papel e “fazer acontecer“.

image3-1
Como marcas e criadores de conteúdo podem colaborar? Foto: Priscilla Saldanha.

 

Capitalizando com um canal

Um dos pontos citados que soa bastante interessante é como não perder a originalidade do canal, mas conseguir lucrar com eles. O painel contou com a presença de um anunciante mundial (L’oreal), o Google (empresa dona do YouTube) e com dois criadores de conteúdos. Mesmo estando de lados diferentes, todos possuem o mesmo ponto de vista:

O segredo para se manter original é nunca ser parceiro de marcas só pelo dinheiro.

Além disso, trabalhar o conteúdo em parceria com a companhia que está te patrocinando, assim não modifica o tom do conteúdo que será exibido.

Outra questão super importante que foi abordada é a questão da sinalização de publicidade. A prática no Brasil, por exemplo, ainda é esquecida por muitos YouTubers, mas, quando se trata de Europa, é totalmente antiético – inclusive, anunciantes deixam de trabalhar com Youtubers que já caíram nessa prática.

No final, fica a mensagem de que:

  • é preciso escolher os parceiros certos para o canal;
  • os anunciantes também precisam pensar no perfil do YouTuber que vai investir e não apenas da audiência do canal;
  • o video marketing está movimentando a economia criativa e fazendo as pessoas tirarem suas ideias do papel.

 

>> Acompanhe nossa cobertura por aqui ou pelas redes sociais e fique por dentro do que está acontecendo no DMEXCO 2016, na Alemanha!

 

* Priscilla Saldanha mora em Dublin e é colaborado de conteúdo internacional para o Digitalks, escrevendo sobre tendências de tecnologia e digital.

Pós-graduada em Gestão de Marcas e Branding pela BSP, especialista em Redes Sociais pela PUC e formada em Publicidade e Propaganda na UNICAP. Trabalha com tecnologia, comunicação e marketing digital desde 2011. É consultora em estratégias de comunicação digital e branding, para empresas e agências.

Priscilla foi Gestora de conteúdo na Digitalks, atuou em grandes agências, além de empresas nacionais e multinacionais, como Red Bull, com Marketing e Mídias Sociais. Foi editora-chefe da Revista Digitalks por 2 anos, já escreveu revistas para grandes empresas como Samsung, além de vasta experiência em conteúdo social e cobertura de eventos. Entusiasta e amante da comunicação e do mundo digital, gosta de compartilhar tudo que vivência e aprende. Acredita que dessa forma, o mundo vai ser cada vez mais pensante e atuante.

Comentários

PUBLICIDADE