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Criar propósito para gerar uma experiência única é o desafio do mercado do varejo

NRF Big Show 2107, maior evento do mercado do varejo, mostra que as empresas precisam investir ainda mais na experiência do cliente

 

Com o fim da NRF Big Show 2017, o maior evento do mercado do varejo mundial, ficou a certeza de que as empresas precisam entender que o sucesso nas vendas depende de duas palavras que se mostram presentes nas ações a serem realizadas. São elas: propósito e experiência.

Para a country manager da Marco Marketing Brasil, Ana Paula Andrade, a partir de agora as empresas precisam estar aptas a responder dois questionamentos: Qual a diferença que a empresa faz no mundo? Quem sentiria a sua falta se desaparecesse? “Fica cada vez mais evidente que não se pode pensar em vendas sem que o consumidor esteja devidamente engajado nas ideologias propostas pelas companhias”, explica a gerente.

Dentro desse contexto, os lojistas precisam estar preparados para transmitir conceitos que levem o consumidor a ter paixão pela marca e que consiga, mais do que perceber o valor agregado da marca, sentir que pode participar de uma experiência diferente.

“Assim, precisam lançar mão de estratégias que possam, cada vez mais, integrar o mundo físico e digital. Um exemplo é a loja da Nike em Nova Iorque que criou zonas de experimentação onde se pode testar em um único lugar, esportes como futebol, basquete e corrida”, conta Ana Paula.

Com esse modelo o que as empresas desejam é fazer com que o consumidor tenha uma experiência de compra mais suave, no que tange o produto desejado, ou mesmo em relação a imagem da empresa, tudo sem demora ou atrito. “O que pode ser observado é que os pontos de vendas, cada vez mais, se tornam pontos de oportunidades, de contato com os clientes, um espaço de comunicação da marca com o seu público e não necessariamente apenas de vendas“, ressalta a especialista.

Por fim, o que o evento deixou evidente é que a tecnologia auxilia, mas ainda é necessário contar com uma mão de obra que demonstre paixão quando falam sobre a marca.

“Ficou claro que funcionários sem entusiasmo, descompromissados com os objetivos da empresa, não fazem com que os consumidores se conectem com os produtos desejados e assim, a experiência fica desequilibrada. Colaboradores que se envolvem e acreditam naquilo que estão vendendo permitem a criação de um momento divertido e agradável. Na própria loja da Nike, por exemplo, o staff da loja parece ter como última preocupação a venda, eles são fascinados, e te cativam nessa vivência. Todas as novas tecnologias que ajudam no processo de compra e de demonstração não são mais do que um meio, que não iriam muito longe sem as pessoas certas”, finaliza Ana Paula.

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