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Campus Party: como a maior invenção dos últimos mil anos ajuda a preparar os profissionais para o mercado

Descubra qual a maior invenção dos últimos mil anos e como as mudanças no modelo educacional podem preparar melhor os profissionais para o futuro do mercado de trabalho

 

Por *Bianca Borges

 

As tecnologias continuam transformando o cotidiano das pessoas e das empresas. Mas como os indivíduos estão se adaptando a essas mudanças? Para debater um pouco sobre essa questão, dando ênfase educação do futuro e a maior invenção dos últimos mil anos, Felipe Gonzalez, especialista em inovação e design educacional e Co-fundador da consultoria criativa Comnaction, esteve presente na Campus Party, nesta quarta-feira, dia 13 de fevereiro.

Felipe Gonzalez, especialista em inovação e design educacional e Co-fundador da consultoria criativa Comnaction na Campus Party SP

 

Quando falamos em grandes invenções é certo que a maioria das pessoas vai pensar em tecnologias inovadoras e até na internet. Isso pode parecer um tanto quanto estranho, mas de acordo com o educador alemão, Mitchel Resnick, a maior invenção dos últimos mil anos é o Jardim de Infância. A justificativa para esse fato é que o Jardim de Infância te dá o direito de inventar.

Gonzalez completou:
“O direito de inventar é a maior invenção. [Além disso], a criatividade é uma capacidade necessária para prosperar em uma sociedade que vive em constante mudança”.

Para inspirar a criatividade nas escolas o lego foi citado pelo especialista em inovação e design educacional como uma ferramenta comum, mas esse “brinquedo” também tem sido usado por empresas. Saiba mais ledo essa matéria:

>>Branding e Lego Serious Play: entenda a aplicação desta metodologia na gestão de marcas

 

Modelo educacional do futuro

Durante sua palestra, Gonzalez trouxe três ideias centrais a respeito do modelo educacional que vai influenciar muito a vida dos futuros profissionais no novo mercado de trabalho que sofrerá muitas mudanças. Uma dessas transformações, segundo a pesquisa da Universidade de Oxford, no Reino Unido, é que 47% dos empregos que existem hoje vão desaparecer em 16 anos.

As três ideias comentadas pelo Co-fundador da Comnaction estão relacionadas à educação, mas algumas delas podem ser também adaptadas para as empresas. Veja:

  • O conhecimento não é transmitido, é construído. Você tem processos educacionais onde o aluno constrói todo o seu processo de aprendizagem;
  • A tecnologia é uma extensão do ser humano. O desafio é como você vai agregar as tecnologias às suas experiencias de aprendizagem e alinhar isso com o pensamento computacional. A aprendizagem precisa ser baseada em problemas e projetos e a reflexão sobre tudo que estamos falando;
  • Precisamos fomentar projetos e trazer experiências que gerem curiosidade.

 

Outro dado interessante mencionado por Gonzalez, é que 5% dos alunos não veem sentido nas aulas. Essa informação é da Unicef, e evidência que a falta de significado nesse ciclo de aprendizagem afasta as crianças da escola. Aqui, podemos traçar um paralelo com os profissionais que estão nas empresas.

Se o profissional não entende o motivo pelo qual ele precisa se adaptar a um novo modelo de negócio, cultura ou processo, ele realmente não vai se interessar por isso e não vai se esforçar para se inserir nessas transformações. Para as organizações que estão na jornada da transformação digital essa falta de comprometimento do colaborador é bem prejudicial.

Gonzalez também comentou a respeito do desenvolvimento adaptativo, apoiado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology).

“Investir no desenvolvimento adaptativo é formar o aluno como um agente pronto para se conectar e exercer uma capacidade necessária para ele se adaptar às novas tecnologias. Não é o quão técnico ele vai ser, mas a capacidade dele de se adaptar. O profissional do futuro é aquele que vai se adaptar às novas tecnologias”, explicou Gonzalez.

De novo, esse conceito pode ser ajustado para as empresas e os profissionais. Afinal, se ambos não tiverem a capacidade de pensar diferente e se adequar às exigências da nova economia digital e da Transformação Digital, ficarão para trás. Não importa a quantidade de conhecimento teórico que os líderes das organizações e os seus colaboradores tenham se não forem capazes de colocar o que sabem em prática e ficar atento às mudanças.

 

*Bianca Borges é jornalista formada pela Universidade Anhembi Morumbi. Analista de Conteúdo no Digitalks, também tem experiência nas áreas de assessoria de imprensa e gestão de mídias sociais. Gosta de escrever sobre diversos assuntos mas, atualmente, seu foco é o Marketing Digital.

 

 

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