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Brasileiros mudam comportamento de compra na internet

Novos horários de compras virtuais, melhor aceitação a determinadas categorias e rápida resposta das empresas perante a crise são indicativos da transformação

A Covid-19 mudou completamente a forma como as pessoas se relacionam, compram e vivem. Lojas físicas, empresas de delivery e até e-commerces estão se reinventando para garantir que os negócios continuem funcionando diante das mudanças no comportamento do consumidor brasileiro nas últimas semanas. As vendas online voltaram a subir, atingindo seu maior pico de conversões em 26 de março, de acordo com um levantamento da Social Miner. Novos horários de compras virtuais, melhor aceitação a determinadas categorias que antes pouco vendiam no online e um rápida resposta das empresas perante a crise colaboraram para esta alta. 

 

No entanto, apesar da retomada, o momento ainda é delicado e pede ações rápidas e estratégias assertivas das empresas, uma vez que o cenário – e, consequentemente, a resposta do consumidor – ainda é incerto. Analisando uma base composta por mais de 41 milhões cadastros, a pesquisa da Social Miner aponta que as duas das principais mudanças no comportamento do público brasileiro, que passa atualmente por uma fase de isolamento social, estão na flexibilidade de horário para navegar na internet e também na utilização deste recurso como forma distração. 

 

Por outro lado, nas compras, o comportamento inicial foi de impulso, algo que já mudou. “Passamos por um período de corrida às compras, uma vez que as pessoas não sabiam o que viria pela frente. Grandes estoques de comida e papel higiênico foram feitos, no entanto, o momento atual é de mais cautela, pois a população já entendeu que não há prazo para acabar a pandemia”, conta Ricardo Rodrigues, cofundador da Social Miner, em entrevista ao Mundo do Marketing. 

Entender o momento do consumo

O medo de uma possível recessão econômica vem tornando o brasileiro mais cauteloso nos gastos, sendo os itens essenciais seus principais gastos. Isso não significa que o consumidor esteja economizando. “O volume de vendas de alimentos está mais alto e o consumo de tudo aquilo que tem valor emocional tende a ser prioridade. Por isso as empresas devem focar em ações para o dia das mães, já que nesse momento as pessoas querem encontrar uma forma de se fazer presente”, afirma Ricardo Rodrigues. 

 

Sendo a segunda maior data comercial, o Dia das Mães de 2020 deve surpreender positivamente os gestores justamente por causa da pandemia. O distanciamento trouxe um desejo de viver experiências que antes foram adiadas. Além disso, o receio em perder um ente querido trouxe a urgência de fazê-lo se sentir amado. O investimento em logística e delivery nesse período de vendas será determinante para o sucesso dos negócios na data. 

 

Entender o perfil e a mudança deste público é essencial para o momento que está por vir na economia brasileira. “Passamos do primeiro momento de adaptação. Agora as empresas precisam ser proativas e desenhar suas estratégias com base no seu consumidor. As interações com o público nas redes sociais, por exemplo, é uma ótima oportunidade de entender o que ele precisa”, detalha o cofundador da Social Miner. 

Amadurecimento

O estudo mostrou que a partir da primeira semana da quarentena, de 15 a 21 de março, as visitas às lojas virtuais passaram a ter duas ocasiões de pico: entre as 13h e 14h, e entre as 17h e 19h. Antes, as pessoas utilizavam o horário do almoço para dar uma volta, sair um pouco dos escritórios e relaxar em outros ambientes – o que favorecia as vendas em lojas físicas. Agora este cenário não pode ser considerado e o público está buscando na internet outras formas de se distrair. 

 

Além disso, pelo fato de não precisarem gastar mais tempo no transporte entre o trabalho e suas casas, por exemplo, as visitas nos e-commerces acabaram sendo “adiantadas” para o começo da noite, a partir das 17h, algo que não acontecia antes”. A visita às lojas virtuais que antes eram menos procuradas também indicou uma mudança no comportamento do consumidor – os supermercados precisaram investir em plataformas online e delivery, assim como a categoria de moda que se fortaleceu reforçando a possibilidade de troca rápida, o que traz mais segurança ao consumidor. 

 

O atual momento que mobilizou muita inovação em um curto prazo e deve deixar um legado positivo às marcas. “Sabemos que o cenário é desafiador, mas o que observo é o brasileiro mais maduro nas compras virtuais e um e-commerce em plena expansão. É importante que as empresas tragam experiências diferentes e entreguem conteúdos mais leves e relevantes para ele. Se o serviço e pós venda for feito muito bem, essa pessoa dificilmente voltará a consumir da maneira anterior. O e-commerce terá um ressignificado para todos”, conclui Ricardo. 

Conteúdo publicado originalmente no Mundo do Marketing. Colaborador oficial do Digitalks Action. 



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