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Tecnologia: é preciso entender para investir

Imagem: mão segurando um celular e um cérebro holográfico saindo dele. Tecnologia.

Neste meu novo ciclo profissional diante de uma empresa que, além de tecnologia, entrega uma consultoria prévia a estes investimentos, tenho entendido claramente o valor de uma empresa investir primeiro no entendimento do que de fato ela precisa, para depois investir em tecnologia.

Atualmente, com o leque de soluções disponíveis (e são muitas), o desafio do gestor de tecnologia de uma empresa de médio e grande porte passa a ser o de identificar o que de fato é realmente prioritário em termos de soluções tecnológicas. É ainda acompanhar as definições estratégicas da empresa: as reais e não as “paliativas”. Em suma, é entender as necessidades das diversas áreas de negócios que, em princípio, parecem “vitais”.

Fazer um assessment anterior a qualquer decisão de investimento passa a ser algo fundamental em uma era de transformação digital, onde aparentemente tudo é necessário. Mas não é bem assim. Deve haver um desenho anterior, de um mapa completo da arquitetura ideal de médio e longo prazo em termos de tecnologias core e complementares. Assim como em uma casa, todos os componentes serão construídos para que se tenham uma obra final. Mas em uma construção ou reforma, não começamos pela pintura ou pelos móveis, por mais que sejam extremamente essenciais para o resultado final.

Entender para investir é algo que tenho visto muitos gestores fazendo nesta corrida por novas tecnologias. É a famosa expressão “dar um passo para trás, para depois dar dois passos à frente”. Buscar uma lógica que faça sentido no cronograma de investimentos, estratégias e prioridades é fundamental para gerar um roadmap seguro, consistente e de implementação contínua.

Um assessment leva um período curto, quando comparado a um erro longo, e pode ainda gerar uma enorme economia.

O profissional líder pelo assessment conversa com os times demandantes, com TI, com finanças e com os executivos sêniores da empresa. Consegue ainda clarificar para a organização quais pontos são as bases para o projeto de longo prazo e quais deveriam ser priorizados em curto e médio prazo. Faz também uma conexão com as tecnologias já empregadas de forma a aproveitar os investimentos realizados, apenas reorganizando-os frente ao novo “Mapa Estrutural de Tecnologia”.

Ao longo destes anos de tecnologia, posso afirmar, com certeza, que vale a pena entender para investir.

Leonardo Farah

é atualmente COO LATAM da Keyrus, multinacional francesa líder em implementação de soluções de Data Intelligence, Digital Experience, Management & Transformation.

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