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O Wall Garden da mídia programática

Os dados que podem gerar insights para novas ações de mídia programática estão ficando cada vez mais restritos a poucos players

 

Imagem fundo rosa. No centro um alto-falante amarelo. Ao redor dele, pequenos ícones como: tablet, relógio, símbolo do play, envelope com papel para fora, balões de texto, gráfico e celular.

Você sabe o que é Wall Garden? Em tradução simples significa jardim murado, mas em tecnologia representa um ambiente em que o usuário tem um espaço limitado para acessar, atuar e se desenvolver. Na mídia programática está acontecendo algo parecido. Os dados que podem gerar insights para novas ações estão ficando cada vez mais restritos a poucos players, que erguem seus muros e dificultam o acesso a essas informações. É preciso quebrar essas barreiras para garantir campanhas cada vez mais assertivas e eficientes.

Esse muro sobe pela falta de interesse dos profissionais em questionar os players que estão no mercado. Tudo começou alguns anos atrás, quando os publishers (donos dos sites) resolveram fortalecer um número limitado de parceiros, que rapidamente transformaram a oportunidade em necessidade e, posteriormente, em dependência. Assim, aos poucos, o mercado ficou restrito e as empresas ficaram reféns de tecnologias para analisarem seus próprios dados para campanhas. Hoje, o setor encara a necessidade de agências e clientes em buscarem soluções mais completas e totalmente transparentes.

Nesse cenário, algumas empresas estão construindo conhecimento e outras se aproveitam da onda de transformação. Contudo, o problema persiste: ninguém questiona e, sem perceber, estão passando as informações de determinados dados, que já eram da organização, para uma outra empresa justamente por falta de preparo ou vontade de usar. O Wall Garden fica cada vez maior e somente aqueles com a chave do portão ou uma escada conseguirão ver o que tem do outro lado – e que normalmente não há nada demais.

Parte da solução desse problema está nas mãos de clientes e publishers que precisam melhorar a independência de seus first party data (dados coletados da própria fonte da empresa). Senão, nem isso terá valor em suas estrutura nos próximos meses. Estamos caminhando para uma situação em que anunciantes e plataformas tenham este conhecimento melhor do que os próprios donos da audiência.

Além disso, precisam recuperar o prestígio e a autonomia da distribuição e ativação da mídia por meio de dados. É preciso realmente construir uma base isenta e com inteligência própria para não ficar dependente de parceiros. Algumas plataformas têm contribuído para que grandes sites mapeiem e entendam a sua audiência e, assim, agreguem valor ao seu negócio. Elas apoiam clientes a compreenderem melhor seus consumidores e como podem se conectar a eles e às agências, melhorando o resultado em ambos os casos.

Atualmente, estamos no melhor momento para compreender os dados first party, captar, tratar e cruzar com informações second party (dados obtidos de uma empresa parceira) e, a partir daí, construir o que precisamos com os nossos próprios dados. Não precisamos ficar presos em um Wall Garden e dependentes de tecnologias. Os próprios dados das campanhas de mídia programática podem reorientar as ações futuras. Portanto, derrube estes muros.

se formou em Publicidade na Universidade Paulista (1998 a 2001), posteriormente fez bacharelado em Marketing na Universidade Bandeirantes de São Paulo (2001 a 2015) e simultaneamente fez Direção de Arte no Miami Ad School Br / ESPM. Trabalhou como Executivo no Grupo RBS, foi Trainee da Merck, passou também como Sales Consulting na Papolog Holding S.L . Atuou também em Consultoria/Planejamento de mídia on-line na Propague Comunicação, Consulting at Grupo RIC Santa Catarina. Atualmente, é Fundador/XPartner na Qualé Digital e é CMO/CFO da FitMedia Brand Digital Media, fundada em 2013.

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