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O Live Commerce já chegou – e sua marca precisa estar preparada

Você certamente já ouviu falar sobre Live Commerce, Live Sale ou Live Shop. No fim das contas, é tudo a mesma coisa.

 

Cada vez mais o assunto “live commerce como futuro do varejo” tem tido destaque, mas você sabe qual a essência disso e o que fazer para ter uma live de sucesso? Quando se trata de Brasil, esse é um tema ainda novo para a maioria.

Zoom out

A tendência começou na China, em 2016, e hoje já corresponde a mais de 39% das vendas online, através dos famosos superapps.

No Brasil, o pontapé inicial dessa tendência começou a partir da pandemia, quando o brasileiro começou a explorar o costume de produzir e assistir lives de eventos, palestras e shows. Com isso, grandes marcas aproveitaram o momento para apresentarem seus produtos através de entradas ao vivo nas redes sociais, mas ainda não no formato ideal do que é o live commerce de verdade.

Isso porque as alternativas mais utilizadas foram Instagram e YouTube, onde além da interação ser limitada ao chat, existe uma grande quebra de experiência quando se fala em conversão de vendas – afinal, além de outros conteúdos na plataforma que podem distrair o consumidor, ele precisará decidir parar de assistir a live para visitar o e-commerce e possivelmente realizar uma compra. Além disso, quando falamos de dados, as redes sociais são uma verdadeira caixa preta, pois os leads ficam 100% com as próprias plataformas e não com as marcas.

Zoom in 

Em uma pesquisa intitulada “O perfil de consumo em 2022” (Opinion Box, All iN, Social Mine & Bornlogic), 80% dos consumidores afirmam que ter interação com um vendedor humano no online seria um diferencial para as lojas.  Ou seja, imagine seu cliente entrando no seu e-commerce e você ter a oportunidade de tirar da frente suas indecisões de compra?

Se você vende bolsas, por exemplo, seu consumidor terá dúvidas sobre o material, o que cabe ou não cabe dentro da bolsa, o que combina com ela, e por aí vai. Esse mesmo consumidor poderá entrar na sua live, tirar todas as dúvidas e ver ao vivo o contato com o produto. Isso faz toda a diferença!

O Live Commerce não é apenas sobre apresentação de produtos, mas também sobre ouvir e conhecer mais o consumidor, gerar conteúdo relevante, interagir e – consequentemente – vender muito. Por isso, esse formato consiste basicamente em trabalhar a essência da sua marca durante uma transmissão de vídeo ao vivo, onde as pessoas que estão assistindo interagem entre elas e com o(s) host(s), tiram suas dúvidas e compram durante a live, tudo dentro do seu e-commerce, de forma fluida.  A Widde, uma das startups responsáveis pelo início da tendência no Brasil, é grande referência quando se fala em live shop com experiência imersiva no e-commerce. Complementar à ela, existem dicas valiosas que você deve trabalhar para fazer lives de sucesso.

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No Live Commerce, engajamento é o nome do jogo

O modelo por si só já proporciona um acesso mais fácil aos consumidores, por isso, queira que os espectadores realmente sintam que estão em uma conversa, e não apenas assistindo a um programa no computador ou TV.

Traga condições especiais, dinâmicas que envolvam as pessoas e benefícios exclusivos da live. Isso é o que separa as compras ao vivo de vídeos comuns e mídias sociais.

 

A própria marca é a verdadeira ponte para uma relação mais próxima

Talvez você já tenha ouvido dizer que para fazer live commerce, é necessário contratar influenciadores. Mas ATENÇÃO: não considereisso como premissa para o sucesso da sua live! Influenciadores ou apresentadores profissionais certamente são importantíssimos e trazem grande resultado quando utilizados estrategicamente. No entanto, não são a chave para o sucesso de todas suas lives.

Na mesma pesquisa mencionada anteriormente, sobre perfil de consumo em 2022, temos dados bem interessantes que nos provam isso:

  • 78% dos consumidores estão dispostos a comprar via live commerce, sendo 25% respondendo como “muito dispostos”;
  • Apenas 7% dos clientes enxergam os influenciadores digitais que gostam, como um fator para se apaixonarem pela marca.

 

Qual conteúdo seus clientes querem consumir?

Traga conteúdos relevantes. Não precisa fazer lives que sejam apenas no estilo “show de ofertas”. Estamos falando de relacionamento com o seu público e o que gera valor para sua marca. Imagine, por exemplo, que você tenha uma rede de lojas de doces saudáveis. Você pode fazer uma live falando sobre a confeitaria saudável, trazer dicas diferentes, mostrar um pouco do backstage e tirar dúvidas (sempre). É isso que te ajudará na narrativa para trazer o engajamento.

 

A constância

Como tudo na vida, a constância tem um papel muito grande nessa jornada. Quanto mais frequentes, mais rápido encontrará o jeito e ritmo ideais de lives para a sua marca. Use e abuse da criatividade para aprender o que melhor mantém a audiência entretida. Para encontrar, apenas dê o start.

A Widde traz ótimos exemplos desse resultado, pois grande parte de seus clientes fazem lives apenas com um celular, sem altos custos de produção e já aumentaram mais de 10x o faturamento das lives e  mais de 600% o tempo de retenção dos consumidores no e-commerce.

 

Colocando em prática 

O live commerce aplicado à rotina de vendas e marketing da sua marca proporcionará o aumento exponencial na conversão de vendas, bem como o aumento no tráfego, o tempo de permanência no e-commerce – e, consequentemente, o aumento da sua comunidade de clientes fiéis. 

Em uma transmissão ao vivo, tudo acontece de forma orgânica e natural. Então, se você vende produtos ou serviços caros ou complexos, com o live commerce, você traz todas as informações que o cliente precisa e dá a eles a confiança para comprar. Ou então, se você estiver com o ticket médio abaixo do esperado e começar a fazer lives no seu site de maneira dinâmica e calorosa, as pessoas vão comprar mais, pois verão tudo em um contexto natural.

Por fim, tenha sempre em mente: o live commerce é sobre engajar e aproximar clientes e marcas, por isso é tão importante a busca por elementos que te façam trabalhar o senso de comunidade. Sempre em tempo real, com muita dinâmica e autenticidade.

Co-Fundadora e COO da Widde, uma das startups responsáveis por inserir o Live Commerce no Brasil.

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