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Não faça produtos, faça branding

Imagem: papel com vários desenhos de lâmpadas. branding.

Os desafios da venda são comuns para quem vive essa realidade diariamente. São vários os pontos que podem tornar uma venda dificultosa, e é muito comum encontrar empresários ou líderes de negócio que não saberiam definir o que garante que um produto saia da loja.

Estamos vivendo na era das experiências e, neste momento, é certo dizer que os consumidores vêm buscando por valor, por conceito e significado. Não se trata sobre vender um produto, mas, sim, uma marca.

Bem-vindo ao branding! Quando você vende sua marca, estamos falando sobre mostrar para o mundo um lifestyle, uma escolha daquilo que lhe representa e até mesmo uma credibilidade depositada e todo um modelo a ser seguido.

É transformar a compra de um produto em algo muito mais pessoal, algo que envolve sentimento. É como se a escolha por aquela marca estivesse conectado à personalidade do consumidor. Usuários da Apple e Xiaomi são ótimos exemplos.

A grande vantagem em investir em branding está justamente nisso: em fazer com que o consumidor não apenas se lembre da sua marca ao precisar solucionar um problema, mas a veja como uma escolha que a envolva em um nível mais pessoal.

Exemplos clássicos de branding são a Nike, a Adidas ou a Coca-Cola. São marcas que construíram fortemente sua identidade e são lembradas com facilidade. Para a marca de refrigerantes, não precisamos nem mesmo do nome impresso em um outdoor. Basta a cor principal, a silhueta da garrafa e pronto: você já sabe quem é.

Neste ponto, você já deve ter imaginado que, quando vendemos usando branding, a venda acontece com mais naturalidade – ou mais facilmente. A grande vantagem em relação a venda de um produto ou serviço, é que, quando a marca está bem trabalhada, você precisará gastar menos energia provando que ele é bom.

Em suma, quando o branding é efetivo e a confiança em torno de uma marca é consumada, é natural que seus clientes façam a conexão entre ela e a qualidade, sem deixar dúvidas sobre sua próxima escolha ao precisar comprar um produto ou adquirir um serviço.

Investir em branding, ao contrário do que se pode imaginar, não está restrito a grandes marcas, embora tenham sido elas os exemplos dados. Mesmo tendo uma empresa pequena, é possível criar uma identidade para a marca – que é pensado desde o design até a linguagem que será empregada em sua comunicação.

Cabe ao líder conhecer sua marca de forma complexa e profunda. A partir disso, o desafio é criar não apenas uma mensagem, como toda uma cultura em torno da instituição, levando em consideração possíveis mudanças de logo, cores e, claro, ações. Acima de tudo, sua marca precisa ser consistente para que o branding seja eficiente e converta em vendas!

Se conquistar novos clientes pode ser desafiador para muitos, fidelizá-los é uma jornada ainda maior. Afinal, clientes fidelizados são aqueles que compram uma, duas, dez vezes. E, mais do que voltar a comprar, são aqueles que muito possivelmente falarão bem do seu produto ou serviço, atraindo ainda outros novos cliente a partir dele.

No entanto, a partir do momento em que estão envolvidos com a marca e com o conceito por ela difundido, o esforço para que a venda aconteça é infinitamente menor, além de trazer uma grande credibilidade no cenário em que ela está inserida.

Rapha Avellar

é CEO e fundador da Avellar Media e da Lince Radio e apresentador do podcast Extraordinários.

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