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É hora de incluir o Native na sua estratégia programática

Imagem: mãos mexendo em um notebook. estratégia programática.

Em todos os canais e interações, a melhor publicidade é aquela direcionada a experiência do consumidor. Quanto melhor a experiência é percebida pelos consumidores, maior a oportunidade das marcas em conquistarem negócios.

Parece simples, exceto que o cenário competitivo da mídia digital se tornou cada vez mais difícil para que os profissionais de marketing comunicassem sua mensagem ao público e obtivessem profundidade de engajamento para atingirem seus objetivos. Em um primeiro momento, anúncios que ofereciam pouca relevância aos interesses dos consumidores e perturbavam sua experiência online mas que forneciam impacto em grande escala, foram a aposta dos profissionais de marketing que disputavam a atenção do consumidor a todo custo. Como consequência, os adblockers surgiram como uma solução para que os consumidores expressarem seu descontentamento, contribuindo para a queda nas receitas de anúncios tradicionais e no impacto negativo das marcas que negligenciam as preferências dos consumidores.

Veio então ascensão da publicidade nativa em alternativa a este cenário. Enquanto muitos inicialmente duvidaram de seu valor, o ‘nativo’ provou seu valor, colocando a confiança de volta no relacionamento marca-consumidor. Os benefícios da capacidade da publicidade nativa de oferecer personalização e qualidade tornaram-se os principais impulsionadores para os anunciantes adquirirem e manterem os interesses dos consumidores. Com maior personalização e qualidade de conteúdo, os editores também poderiam atender melhor sua audiência com mais conteúdos e servir melhor as campanhas de seus clientes com taxas de resposta mais altas.

 

A mídia programática chega ao native

Enquanto a publicidade nativa reformulou o setor e consolidou-se como uma grande promessa, a mídia programática ainda traz uma reputação associada ao inventário remanescente, porém este cenário vem evoluindo gradativamente.

O mercado dos Estados Unidos foi o que mais adotou o meio de compra programático, com 87,7% da publicidade nativa prevista para ser comprada programaticamente até 2020. As oportunidades de crescimento permanecem à medida que os mercados internacionais percebem o valor da compra programática e a adotam dentro de sua estratégia de publicidade nativa.

Em primeiro lugar é preciso ressaltar que a publicidade nativa tem a ver com relevância, pois é baseada em conteúdo e personalizada de acordo com os interesses do consumidor. Em vez de ser intrusiva, ela tem como objetivo informar e encantar todas as pessoas com descobertas interessantes e confiáveis que realmente gerem engajamento. Segundo, o native fornece comodidade, pois o conteúdo é integrado ao ambiente editorial e combina perfeitamente com a aparência do site.

 

Os benefícios da mídia programática

Globalmente, a mídia programática representará 68% da mídia digital em 2020, de acordo com um estudo da Zenith. Com a inclusão da mídia programática como um canal de compras para publicidade nativa, é possível garantir requisitos de qualidade para as metas de performance e de branding. A principal preocupação dos que ainda têm dúvidas é que com a mídia programática existe o risco de entregas de anúncios em um ambiente errado, quando na verdade o foco deve estar na capacidade de oferecer suporte a um inventário verdadeiramente massivo que expande o alcance potencial do anunciante – o que significa que os anúncios podem ser vistos por muito mais pessoas. A mídia nativa programática oferece segmentação avançada de público-alvo e ainda fornece uma gama mais rica de opções devido ao grande volume de dados gerados pelos usuários que estão disponíveis para análise. A natureza automatizada da programática abre as portas para as marcas ajustarem seus criativos em tempo real e de acordo com as informações disponíveis dos clientes. A capacidade criativa de usar esses dados apenas fortalece a experiência do consumidor.

Outra vantagem importante da mídia programática é a sua natureza de compra de anúncios, uma vez que os anunciantes podem fazer lances em tempo real para o melhor posicionamento do anúncio pelo menor preço, em várias trocas de anúncios ao mesmo tempo, usando algoritmos orientados por IA para aprimorar a confiabilidade de resultados.

Julien Mosse

é diretor administrativo da Outbrain para a América Latina.

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