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Cornerstones: 6 fundamentos para guiar a transformação digital

Bases indispensáveis para o plano de mudança da sua empresa

 

A transformação digital é a base para todas as mudanças dos negócios atuais. Ter equipes e processos competentes e oferecer produtos de alto valor são, resumidamente, as principais vantagens dessa jornada. Mas não é algo simples. É preciso foco e envolvimento de todas as áreas e níveis hierárquicos.

Por isso, listei as bases (ou, como chamamos, os cornerstones) da transformação digital. Isto é, os fundamentos indispensáveis para o seu plano de mudança:

 

  • Gerar benefícios para o negócio

O primeiro passo para a transformação digital é focar em questões de negócio. É preciso entender que, apesar de ser voltada para o digital, ela não diz respeito apenas a uma área ou está apoiada apenas nas mãos do CIO ou CMO, ainda que estes sejam estratégicos para o processo. Para ser efetiva, ela tem que mudar a empresa como um todo e, por isso, exige, fundamentalmente, o envolvimento do CEO.

Assim como outras responsabilidades estratégicas, o tema deve entrar, primeiramente, na agenda deste profissional que está à frente das decisões. É ele que deve dar o tom para todo o movimento de repensar processos e modelos para ser mais relevante em um mercado cada vez mais volátil.

 

  • Ser obcecado no cliente

É preciso ser obcecado pelo cliente e enxergá-lo no centro de todas as estratégias. É necessário entender realmente quem é essa pessoa, as suas necessidades, porque compra a sua marca e sua relação com a concorrência. Questões como essa entram nas discussões e, assim, garantem uma entrega de valor para o público-alvo.

Para isso, é extremamente importante analisar a experiência do cliente e entender a sua jornada, até porque o consumidor, hoje, não é apenas parte final da cadeia de negócio. Além disso, é fundamental entender que a presença digital não nasce pronta para o sucesso e, mesmo após estar bem estruturada, demanda atenção constante para garantir a continuidade da experiência.

Uma falha técnica em um aplicativo, por exemplo, pode causar uma ruptura na jornada do cliente. Consequentemente pode levá-lo a desistir de interagir com a marca ou realizar a compra, impedindo-o, assim, de chegar ao fundo do funil, isto é, aquela fase do processo em que o cliente decide se vai ou não comprar e se vai indicar o seu produto ou serviço. Essa obsessão, entretanto, não se resume apenas a vender: é fundamental sempre pensar na experiência completa, com um atendimento de excelência que objetiva também a fidelização. Portanto, prepare-se para encontrar um consumidor real-time e atendê-lo no momento certo, sendo mais ágil a cada contato.

 

 

  • Ser ágil

Toda a empresa precisa ser ágil. O novo timing do mercado exige que os processos internos funcionem de forma integrada. Isso precisa permear não só o desenvolvimento de um produto, mas todos os setores envolvidos, mudando a cultura organizacional. Afinal, a agilidade é muito mais do que uma metodologia de gerenciamento de projetos, é a única forma de garantir a competitividade.

Para as empresas que ainda apostam em processos ultrapassados, é o momento de atentar ao novo para realmente mudar. É urgente adotar a mentalidade “always beta” (ou “falhe cedo, rápido e muitas vezes”), desafiando conceitos e estando sempre pronto para corrigir a rota.

  •  

    Melhorar os processos

O sucesso digital envolve também ter excelência operacional para aprimorar processos, planejar melhor e executar mais rápido. Tudo para atender às demandas do mercado. Por isso, é fundamental promover a integração entre as áreas e romper silos para que os conhecimentos sejam compartilhados entre áreas. Isso muda a dinâmica de setores que se fecharam em uma época em que informação era poder (hoje, execução é o diferencial).

E a melhor solução está em implementar ferramentas que ajudem a organização. Modelos de gestão visual e que facilitem a identificação e resolução de problemas de forma ágil, ritos com os times e trabalhar em sprints são algumas possibilidades. Tudo é claro, por meio de processos automatizados e digitalizados que deem visibilidade a todas as áreas, permitindo que aprendizados sejam multiplicados para aprimorar outras iniciativas.

 

 

  • Incorporar o pensamento dos ecossistemas

A transformação digital transcende os limites da empresa. Ter um ecossistema rico (e, aqui, estou falando de ser uma plataforma aberta) é essencial para oxigenar e potencializar a inovação.

Na maior parte das vezes, grandes ideias surgem fora dos nossos muros. Trabalhar com o colaborador interno, mas sempre se apoiando no feedback e insights de stakeholders, em modelos open source e crowdsourcing, é a melhor oportunidade para se ter ideias ótimas, aprimorar a plataforma e ser uma marca melhor.

 

 

  • Ser Data Driven

O big data deve ser seu maior aliado. Usar dados e métricas, seja de negócio, comunicação, branding ou satisfação do cliente, permite aprimorar e retroalimentar todas as estratégias.

Mas não há aprimoramento sem a ativação de dados da forma correta. É preciso, depois de mensurar e analisar, tornar os dados acionáveis e usá-los para melhorar a tomada de decisão e a experiência do cliente, diminuir custos, aumentar a rentabilidade, fidelizar o cliente, entre outros KPIs de negócio.

 

As marcas precisam estar preparadas para ouvir seu público, entender cenários, avaliar competidores. Tudo para oferecer experiências cada vez mais personalizadas. É preciso se dedicar ao small data, estando presente em todos os pontos da jornada, pronta para se relacionar da forma mais eficiente.

Simples, não?

Marcelo Trevisani

é CMO da CI&T.

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