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Conteúdo e publicidade nativa, será que combina?

Ana Luísa, da WorldSense, explica como as estratégias de marketing de conteúdo e publicidade nativa se relacionam para aumentar o engajamento dos clientes

 

Minha avó tinha um costume que me deixava aflita. Assim que os comerciais começavam, ela rapidamente zapeava para outros canais. Sempre batia aquele medo de a novela recomeçar e eu perder algum pedaço importante (o que nunca acontecia, porque milagrosamente  ela sempre sabia a hora de voltar pro canal de origem. Vó é vidente).

Isso reflete  uma coisa: embora ainda traga resultados expressivos, o alcance da publicidade tradicional tem sido reduzido. Isso porque a relação que nós, consumidores, temos com ela, foi sofrendo alterações ao longo do tempo.

Nos comerciais televisivos e de rádio, não perdemos tempo em pegar o controle e mudar de estação ou canal (como vovó fazia); nas ligações de call center, aprendemos a ignorar, e já criamos uma espécie de cegueira para anúncios tradicionais na web (como um mecanismo de defesa contra o excesso de informações).

Isso acontece porque as estratégias são repetitivas — assistimos ao mesmo comercial várias vezes durante uma semana — e muitas vezes invasivas, não se importando em interromper programas, vídeos, podcasts, textos e o que quer que seja que estejamos consumindo.

Se pensarmos na relação de consumo com a TV, que talvez seja a mais óbvia, o espaço que antes era tomado por shows e telejornais arbitrariamente organizados (se você perdesse um capítulo da novela, vixe…) perdeu lugar para o Youtube e o Netflix, que te permitem assistir conteúdo sob demanda. Podemos maratonar, pular, pausar, tudo o que não rola de fazer na TV comum.

Isso acontece porque a estratégia aqui é dar ao consumidor o que ele quer na hora que ele quer, do jeito que ele preferir e em sua plataforma de escolha.

Para que isso rolasse também na publicidade, algumas estratégias foram criadas, como o marketing de conteúdo e a publicidade nativa. No post de hoje, falaremos um pouco sobre cada uma delas e como se relacionam. Acompanhe!

 

Marketing de conteúdo

Imagine a situação: você precisa de tênis de corrida, mas não sabe qual deles é a melhor opção para você. Não seria interessante que a loja X tivesse um conteúdo que te educasse com relação a isso?

O marketing de conteúdo tem por objetivo ajudar o possível cliente a tomar decisões: em vez de apresentar um produto ou solução na expectativa de que a pessoa esteja pronta pra tomar uma decisão naquele instante, a empresa cria conteúdos que possam ajudá-lo a identificar, considerar e resolver seus problemas.

Dar ao lead informações o ajuda a caminhar no funil de vendas, torna-lo mais qualificado (reduzindo o esforço de vendas) e fazer com que o cliente se sinta compreendido. Ele entende melhor do que precisa para solucionar o seu problema, que era de um sapato confortável para praticar uma atividade física. Você pode ajudá-lo, criar uma referência a sua marca naquele contexto.

Você atrai mais abelhas com mel, assim como atrai mais pessoas para o seu negócio oferecendo a elas o que elas precisam: informação.

 

Publicidade nativa

A publicidade nativa é uma forma de apresentação que busca apoio nas experiências de consumo escolhidas no momento pelo usuário. Tenho certeza que você já se deparou com algum conteúdo patrocinado nas redes sociais e até já interagiu com eles.

O trunfo da publicidade nativa é que, utilizando o mesmo formato do veículo escolhido, ela consegue contornar aquela cegueira seletiva para anúncios que mencionamos ali em cima. Assim, em um post do Facebook por exemplo, além de manter os recursos visuais dessa rede social, os anúncios nativos podem ser curtidos, compartilhados e comentados como qualquer outra publicação.

Ela não gera incômodo porque pode facilmente lido ou visto, porque não interrompe a experiência atual de consumo, se ele quiser. Resultado: segundo a Sharethrough, a atenção concedida aos anúncios nativos chega a ser até 52% maior do que a concedida a publicidades mais tradicionais.

Os mesmos estudos comprovam que a taxa de cliques é até 406% maior que em anúncios tradicionais, e os anúncios nativos registram 18% mais intenção de compra que os banners tradicionais.

 

O que essas estratégias têm em comum?

O marketing de conteúdo é a publicidade nativa à experiência de consumo de conteúdo dos internautas, diferentemente de outras estratégias mais interruptivas. Pra se ter uma ideia, em 2016, os brasileiros passavam nove horas diárias conectados à internet Isso se traduz em um tempo enorme visualizando e consumindo conteúdo, o que precisa ser aproveitado de alguma forma!

Os esforços da publicidade têm um custo. Para evitar que esses recursos sejam desperdiçados (olha a crise, gente!), tanto a publicidade nativa quanto o marketing de conteúdo trabalham com a segmentação, com o intuito de conversar com as pessoas certas na fase certa da jornada do comprador.

Ambas auxiliam o lead na procura por maiores informações, dando a ele a possibilidade de engajar no conteúdo e interagir com ele. Assim, nos dois casos, é o usuário que decide se vai ou não consumir o anúncio ou conteúdo, dando a ele poder e tirando o incômodo dos anúncios tradicionais.

Isso ajuda também a melhorar a imagem da sua marca: ela passa a ser vista como referência e fonte de informações, sem se apresentar de forma invasiva e ajudando o potencial cliente em um momento que ele precisa.

Isso é sucesso na certa!

Uma dica para conectar as marcas a conteúdos de qualidade nos principais veículos, é apresentar a sua marca nos pixels mais importantes da tela dos sites, com o nome da sua empresa associado a pautas quentes, na forma de links contextuais.

Além disso, você também pode aumentar o tráfego qualificado do seu blog, aproveitando a estratégia de conteúdo para educar ainda mais os leads. Isso faz com que a sua marca possa utilizar duas estratégias complementares e focadas no fortalecimento da sua imagem.

O ideal aqui é fazer a aproximação com contexto, como fazemos aqui na WoldSense, de forma que o conteúdo produzido pelo seu blog faça sentido no canal que está sendo inserido. A tecnologia nos permite descobrir as melhores oportunidades — posts quentes em produtores de conteúdo parceiros. Depois disso, contando com as mesmas máquinas, cuidadosamente é preciso selecionar a chamada certa no parágrafo certo, maximizando o nível de contextualização. É assim que funciona: todos os links tem um calorzinho humano por trás.

Então, aproveitando o exemplo dos tênis, confira abaixo como isso poderia ser feito:

 

Isso garante que o leitor já está interessado pela matéria e preparado para saber mais no seu blog e aproveitar o seu conteúdo. Reparou como consegui fazer você chegar até aqui, oferecendo informações e explicações bacanas? A ideia é essa!

Gostou do post? Pronto para experimentar essas duas estratégias? Compartilhe suas perguntas e opiniões aqui nos comentários! 

Ana Luísa Mayrink

é formada em relações públicas e trabalha na WorldSense como analista de comunicação e costumer success, atendendo a clientes como a Sephora, a Itambé e a Sonda.

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