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Como fazer um marketing de conteúdo funcional e evitar tragédias

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Graças as playlists (maravilhosas) do Spotify, tive um revival ouvindo I Write Sins Not Tragedies do Panic at the Disco! que me fez relacionar diretamente com meu dia a dia de produção de conteúdo.

Sins“, em tradução livre significa “pecados” e sua origem é comumente relacionada a desobediências. Desde os primórdios de nossa existência, temos questionado tudo que nos era imposto, portanto antes que me questionem, vamos aos fatos da Content Marketing Institute:

• Mais de 70% dos profissionais do marketing planejam gerar mais conteúdo;
• Mais de 50% dos profissionais perguntam qual tipo de conteúdo é eficaz e qual não;
• Somente 34% deles pensam que o seu marketing de conteúdo é eficaz.

Há portanto um número significativo de profissionais que já sabem o que é marketing de conteúdo, que fazem mas que ainda sim cometem algumas “tragedies“. Vou hoje listar sobre duas tragédias que você deve evitar ao máximo:

“Melhor uma estratégia boa do que ter uma mais ou menos”

Nope.

Já dizia a economista Sheryl Sandberg:

Feito é melhor que perfeito

Se você tem uma estratégia, ainda que maomeno, você pelo menos tem uma chance de corrigir e mudar quando necessário. Quem me conhece sabe o quanto é difícil eu escrever isso, pois acredito muito na excelência, mas tem vezes que é preferível mais fazer do que planejar e ir acertando com o tempo. Veja 3 dicas para você que está em dúvida em começar uma, seja como for:

Ter um blog não é ter uma estratégia – seja ele para B2B ou B2C, o blog faz parte de apenas uma entrega do marketing de conteúdo. Torná-lo responsável por toda uma estratégia não é nada inteligente, pois quando você não tiver um retorno sobre ele, vai parecer que o marketing de conteúdo não funciona. De fato, ele não vai funcionar se você não:

Definir um objetivo claro – o senso comum diz que objetivo, métrica e KPI é tudo uma coisa só, mas não é verdade! Ter um objetivo claro é ter um propósito. Exemplo: Reduzir a taxa de rejeição do site. Já todo KPI é uma métrica, mas nem toda métrica é um KPI. Enfim, prometo escrever sobre isso depois, porque não é o momento (olha a falta de objetivo aí). Portanto, descubra o seu para desenvolver sua estratégia e não se esqueça de:

Investir em conteúdos melhores – É meio óbvio e um pouco abstrato, mas vamos combinar que estamos cansados de ver insights iguais para os mesmos temas o tempo todo, né? O MOZ produziu um post que vai te fazer pensar em produzir conteúdos 10x melhor que o seu concorrente para que você entregue uma combinação emocional de alegria, surpresa e relevância.

 

“B2B e B2C são diferentes para usar estratégias um do outro”

Na prática, não só é possível usar estratégias de ambos, como vejo que é um dever de qualquer profissional de marketing entender que estamos falando com seres humanos independente de quaisquer teorias. A jornada de compra de um B2B pode ser maior e em determinados momentos mais racional, mas ainda acredito na citação do Zig Ziglar (RIP):

As pessoas não compram por razões lógicas. Elas compram por razões emocionais.
Vejamos uns musts, independente do mercado que deve ser aplicado para B2B e B2C:

1. Ambos devem entregar uma ótima experiência ao usuário, ainda que eu acredite que o B2C manje fazer disso melhor do que os B2B. É só observar as barreiras que existem em torno de um fechamento de compra, por exemplo. O contexto atualmente é outro, as pessoas estão propensas a ignorar marcas mais do que antes por estarem munidas de informação, portanto uma estratégia coerente tem que estar baseada em qualidade e usabilidade pensando na pessoa que está do outro lado da tela, seja ela um consumer (B2C) ou business (B2B);

2. Conexão com o seu público deve ser levada à sério. Saber qual é o perfil de cliente ideal é um must que muitas empresas, sejam elas B2C ou B2B negligenciam por acreditar apenas em dados. Digo por mim – miçangueira desde sempre – que hoje respeito o termômetro que BI, Big Data, Data Driven e outros modelos podem oferecem nas minhas estratégias, especialmente por trabalhar atualmente em uma empresa de análise de dados. Mas vamos combinar que quando falamos na jornada de compra de uma estratégia de inbound marketing, a decisão sempre será tomada por uma pessoa e saber quem ela é, o que ela espera, qual é o melhor conteúdo para atingir suas expectativas é o que vai garantir o sucesso da sua marca.

 

Conclusão

Por fim, lembremos do conceito básico:

Marketing de Conteúdo é uma abordagem estratégica de marketing focada em criar e distribuir conteúdos de valor, relevantes e consistentes para atrair e reter uma audiência claramente definida, e, para levar os clientes à ações lucrativas.

E para ser tudo isso e garantir que seu conteúdo seja realmente funcional, você vai precisar deixar para trás conceitos retrógrados como havíamos tido um dia sobre o pecado.

Acredito muito que vale o esforço em quebrar paradigmas e construir conteúdos diferenciados. Concluo com uma pitada de falso cognato a la Panic:

Diga sin a conteúdos funcionais e não a tragedies de uma vez por todas.

Ana Talavera

Potterhead desde sempre, especialista em Marketing Digital e Social Media pela São Paulo Digital School e certificada pela Rock Content. Passou pelas maiores agências de publicidade do Brasil: Publicis Brasil, Havas Digital e Ogilvy Brasil gerindo contas digitais de vários segmentos e hoje atua com Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing com o objetivo de alavancar negócios e fazer mundo um lugar melhor através da tecnologia.

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