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Adblock a favor da publicidade digital? Sim, é possível

Alcançar consumidores na web tem se tornado um desafio cada vez maior. Por se tratar de um ambiente com infinitas possibilidades, tanto as grandes como pequenas marcas utilizam a publicidade digital com o objetivo de financiar seus respectivos negócios e acabam bombardeando os usuários com incansáveis anúncios, o famoso marketing de interrupção.

O que percebo é que os anúncios pagos, que por muito tempo foram uma ferramenta bem-sucedida para as empresas, se tornaram fantasmas sem um objetivo certo e assim os usuários começaram a fugir de todo tipo de publicidade.

Por isso, o uso de adblocks, ferramenta utilizada para evitar que anúncios apareçam em seus dispositivos digitais, tem aumentado constantemente. Segundo dados do último relatório anual gerado pela Page Fair, empresa anti-bloqueio de anúncios, mais de 600 milhões de usuários executavam algum software adblock globalmente em dezembro de 2016, dos quais 62% estavam em dispositivos móveis.

Ou seja, o usuário não quer mais consumir publicidade de maneira passiva. O novo perfil de consumidor tem voz própria, busca apenas por informações que interessam e por marcas que respondam os seus questionamentos, por isso, atrapalhar sua experiência enquanto navega só irá afastá-lo e causar má impressão quanto a marca anunciante.

O fato é que o grande incômodo do usuário não é a publicidade em si, mas sim como ela é realizada. Ainda segundo o relatório que citei anteriormente, embora o público rejeite fortemente alguns formatos de anúncio, ele expressa significativa preferência por outros tipos. 77% dos usuários de adblocks pesquisados consideraram que algum formato de anúncio fosse permitido; 52% desses usuários indicaram preferir banners estáticos, enquanto 35% optaram por anúncios de vídeo ignoráveis. Por outro lado, 23% eram contra anúncios de áudio de reprodução automática.

Mas ao mesmo tempo que os adblocks se tornaram um problema para alguns anunciantes, há quem comece a utilizá-los a seu favor. O desafio das marcas está justamente em adotar uma estratégia que atraia o usuário por meio de conteúdos relevantes e de qualidade, ao invés de trabalhar com anúncios invasivos. Dessa forma, vejo um leque de oportunidades que podem ser trabalhadas, como investir em anúncios direcionados ao engajamento do consumidor com a marca por meio de conteúdo.

Para estimular esse engajamento, quanto mais relevante for o conteúdo disponibilizado e quanto mais adequado for o momento da oferta, mais chances de ter bons resultados. Por isso é fundamental conhecer seu público-alvo, coletar dados de comportamento e personalizar para cada momento de vida e oportunidade de consumo.

Por fim, podemos concluir que os adblocks têm sim um impacto na publicidade de uma marca. Porém, é importante avaliar até que ponto essa estratégia pode prejudicar ou agregar ao fazer publicidade no ambiente digital. Ficar de olho e antenado a tudo de novo que acontece no seu segmento é essencial para saber a hora certa de mudar de plano, renovar processos e investir em uma proposta diferente. E aí, sua empresa está preparada para construir novas estratégias digitais?

é formado em Ciência da Computação há 18 anos pela PUC-GO, com mestrado na mesma área pela UFRJ. Trabalhou como desenvolvedor de software até 2008, quando nasceu o Grupo SMRPAR e junto com os demais sócios fundou a SMARTIA e, em paralelo, a WDEV. Em 2016 iniciou as atividades da empresa ACTIVESALES, call center especializado em vendas ativas e agora está à frente da MOBDIQ.

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